segunda-feira, 8 de dezembro de 2008


APL ENCERRA SUAS ATIVIDADES EM 2008 COM MÚSICA E POESIA


A Academia Planaltinense de Letras encerrou suas atividades em 2008 com um sarau de música e poesia. O evento aconteceu na última sexta-feira, dia 05/12, às 20h30, e fez parte das comemorações do 10º aniversário da APL durante o III ENCONTRO ARTÍSTICO-CULTURAL, promovido anualmente pela Academia.
A aniversariante da noite foi a APL, mas foi a comunidade de Planaltina quem recebeu de presente uma noite eclética, regada a música de boa qualidade e muita poesia.
Os músicos Marcos Alagoas (voz e violão) e Ari Feitosa (percussão) se encarregaram de brindar a platéia com MPB; os estudantes Jheymison Martins (do CEF Pompílio Marques de Sousa), Ednne Aluísio, Ester Lopes e Narayane Gonçalves (do CEF 01 – “Centrinho”) encantaram o público com suas belíssimas vozes ao interpretarem as mais belas canções Gospel do momento. O encerramento das atrações musicais ficou por conta do aluno Arthur Disegna, do Centro Educacional Delta, que com o seu teclado afagou os ouvidos dos presentes com música clássica.
Entre uma música e outra, os poetas Elias Leite, Joésio Menezes, Kora Lopes, Mário Castro, Vanilson Reis, Vivaldo Bernardes e Xiko Mendes revezaram-se recitando poesias dos mais variados estilos e autores.
O evento estendeu-se até as 23h40, mas, de tão agradável, ninguém se retirou do local antes que o mestre de cerimônia, o professor Nilton Alves, desse por encerradas as atividades.
Foi uma noite para se registrar nos anais da história cultural de Planaltina e para ficar eternizada na memória de todos que se fizeram presentes no III ENCONTRO ARTÍSTICO-CULTURAL, realizado no auditório do Centro Educacional Delta.
Nós, da Academia Planaltinense de Letras, só temos que agradecer a presença de todos os presentes (platéia, cantores, poetas, acadêmicos e demais colaboradores), sem os quais não seria possível a realização tampouco o sucesso do nosso evento.
Fica aqui registrada a promessa de um outro evento, quem sabe ainda melhor, para 2009.
Até lá, e boas festas a todos!...

domingo, 30 de novembro de 2008


CONVITE

A ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS convida-lhes a participarem do III ENCONTRO ARTÍSTICO-CULTURAL (com a realização de um Sarau de Música e Poesia) em comemoração ao 10º aniversário da APL que será realizado às 20h30 do dia 05/12/2008 (sexta-feira), no auditório do Centro Educacional Delta, na quadra 01, Conj. F, Lote 21, no Setor Residencial Leste (Vila Buriti) de Planaltina-DF.

Diretoria da APL

terça-feira, 25 de novembro de 2008

CEF 01 DE PLANALTINA (CENTRINHO) TERÁ REPRESENTANTE NO SOLETRANDO/2009


Enfim, uma boa notícia para a comunidade de Planaltina, no que se refere à Educação: o representante do DF no quadro SOLETRANDO, promovido pelo programa "Caldeirão de Huck", da Rede Globo, é o aluno Victor Alexsander, estudante da 6ª série do CEF 01 (o Centrinho).
Alguns anos atrás o Centrinho era referência de qualidade na Educação. De uns anos para cá, só se falava na queda de rendimento dos alunos, nos casos de violência e na péssima qualidade do ensino provocada pela "falta de compromisso dos professores", conforme comentavam os mal-informados. Eu já andava farto desses maldosos (e infundados) comentários a respeito do Centrinho bem como do seu corpo docente (do qual faço parte). Ninguém nunca falou do baixo nível dos alunos que nos eram enviados, muitos dos quais com várias passagens pelo CAJE.
Hoje, respiro aliviado. E não é para menos: o representante do DF no SOLETRANDO do Caldeirão do Huck, repito, é aluno da escola em que trabalho, o Centrinho. Apesar de nunca haver dado aula para esse menino, sinto-me orgulhoso dele.
Espero que depois desse fato, a imprensa e, principalmente, o Governo olhe para Planaltina com "outros olhos", e não mais com os de indiferença.
Parabéns, Victor!... Parabéns, Planaltina!... Parabéns, Centrinho!...
E por que não dizer também: Parabéns, professores!?...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


PLANALTINA “GANHA” CENTRO DE REABILITAÇÃO

O Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje) deverá ser desafogado. O motivo se dá pela instalação de um novo Centro de Internação de Adolescentes de Planaltina (CIAP), que foi inaugurado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda juntamente com o secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Peniel Pacheco.
Localizado no antigo bairro Nossa Senhora de Fátima, Área de Domínio da Cesb, a unidade terá capacidade para abrigar 80 infratores, no entanto pode receber até 100 adolescentes do sexo masculino, na faixa etária de 12 a 18 anos, em cumprimento de medidas sócio-educativas. O centro será administrado pelo próprio Governo do Distrito Federal (GDF). O quadro funcional do CIAP será composto por técnicos, agentes sociais e auxiliares administrativos aprovados no último concurso da área de medidas sócio-educativas, que ocorreu em julho desse ano.
“Pesaroso”, o governador Arruda disse durante a solenidade de inauguração que o seu desejo seria estar inaugurando mais escolas e não outro centro de ressocialização de jovens. "É uma inauguração triste. Não queria estar entregando uma unidade de reabilitação, mas sim escolas. Gostaríamos que os jovens estivessem freqüentando as salas de aula. Que tivessem alternativas do que ser internados", destacou o governador.
Os primeiros jovens a ocuparem as dependências do CIAP serão infratores que se encontram temporariamente na Delegacia da Criança e Adolescente (DPE). "A principio, 23 adolescentes devem ser remanejados para o local.Também vamos trazer alguns que se encontram no Caje", ressaltou o secretário Peniel Pacheco. Para ele, além da nova unidade ter uma maior capacidade e estrutura para abrigar os adolescentes, será uma oportunidade de aliviar o Caje. "O CIAP tem uma estrutura adequada para atender esses jovens. Essa será uma medida de realizar um atendimento melhor, já que o Caje encontra-se com instalações antigas e superlotação", disse. A transferência acontecerá de forma gradativa, sempre respeitando os critérios do ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente e do SINASE- Sistema Nacional de Medidas Sócio Educativas.


Em respeito à sua história, Planaltina deveria estar recebendo Centros de Capacitação Profissional, cuja clientela poderia ser esses mesmos jovens que ocuparão as dependências do CIAP. Acredito que se fossem oferecidas mais oportunidades de se tornarem “gente” a esses jovens, não haveria a necessidade de trazer à nossa cidade um centro de “reabilitação” de jovens delinqüentes.
Se Planaltina já não era vista com “bons olhos” pelas pessoas que não são daqui, pior ficará agora, pois se havia algum empresário com intenções de investir na cidade, agora é que não investirão nada.
Como se não bastassem os inúmeros problemas que a cidade enfrenta, o GDF nos dá esse "presente de grego"!

domingo, 26 de outubro de 2008


MEDO NAS SALAS DE AULA DO DISTRITO FEDERAL
(Correio Braziliense)

Um olhar pode levar à morte. A frase, escrita em uma carta por um jovem estudante da capital do país, resume o clima de insegurança e violência que permeia as salas de aula das mais de 600 escolas públicas da rede do Distrito Federal. Revólveres, facas, bebida, drogas, incompreensão e medo. Muito medo. E não é para menos. Milhares de alunos admitem que já usaram ou usam drogas. Outros tantos falam, sem constrangimento, do fato de pertencerem a gangues e do uso de armas dentro das instituições de ensino. Por armas, leia-se: punhais, facas, soco inglês, revólver e porrete. Logo para a escola, o ambiente que deveria ser o berço da cidadania da futura geração brasileira virou palco para cenas de terror descritas com frieza ou pânico por meninos e meninas que escolhem estar em um dos lados da guerra.
O número de crianças e jovens submersos na violência faz parte de um amplo diagnóstico feito para entender cenas como as vistas na semana em que um diretor foi ameaçado de morte, um aluno foi esfaqueado, uma criança apanhou. Tudo dentro ou nos arredores dos centros de ensino do DF. Pelo levantamento, é possível ver o tamanho do problema. Foram 5,3% dos estudantes que reconheceram levar armas brancas e 3% carregaram armas de fogo para o lado de cá dos muros dos colégios. Projetado ao universo de alunos da rede pública, os dados correspondem a 15.444 estudantes entre a 5ª série do ensino fundamental e o 3º ano do ensino médio, em um universo de 186 mil alunos. Quando está em jogo o número de pessoas que já viram armas dentro do perímetro escolar, o número é ainda maior: 37.921 e 58.080 para armas de fogo e armas brancas, respectivamente.
Os números chocaram os gestores da educação da capital, responsáveis pela elaboração da pesquisa que foi executada pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla). “Os dados são piores do que a gente imaginava. Mas conhecer a realidade é o primeiro passo para enfrentá-la de forma definitiva”, afirma o secretário de Educação, José Luiz Valente.
Os pesquisadores ouviram, de junho a setembro deste ano, quase 10 mil alunos e 1,3 mil professores, em 84 escolas. A metodologia da pesquisa permite que os números sejam expandidos para toda a rede. Os principais dados, quantitativos, foram conseguidos com exclusividade pelo Correio. A análise completa, com as entrevistas e redações, será condensada em livro a ser publicado em 2009.

Status
Com os números em mãos, o Correio percorreu escolas em algumas das 14 regionais de ensino, principalmente aquelas cujos números apontam um agravamento da violência cotidiana, como Santa Maria e Brazlândia. Em todas as abordagens, a reportagem ouviu relatos preocupantes que deixaram clara a banalização da violência. As armas de fogo, por exemplo, podem servir para ferir. No entanto, em boa parte das vezes, é uma peça de status para os alunos. Como foi o caso de um estudante que, no ano passado, virou o astro da turma ao entrar na pequena sala de aula da 7ª série da Escola Classe 412 de Samambaia com um revólver calibre .38 carregado com três balas. E ele conseguiu o que queria: atraiu as meninas, despertou a curiosidade dos meninos, ou seja, criou o maior rebuliço entre a galera.
Todo mundo queria ver de perto o que ele, sentado lá no fundo, escondia por baixo do uniforme. “O cara que tem arma quer mostrar para todo mundo, para dizer que é doidão”, comenta um colega, que tenta amenizar a cena: “ele é um cara de boa”. Alguém na sala pensou diferente e vazou a notícia para a diretora. Quando a polícia chegou, o revólver estava escondido na caixa d’água do pátio. O garoto acabou expulso do colégio.
O diagnóstico também mostra como as brigas se tornaram uma constante nos colégios e nas cercanias. A cena que a reportagem presenciou no Guará, na última sexta-feira, é exemplo disso. Quando o relógio deu meio-dia e a aula acabou, a garotada do Centro de Ensino Fundamental 4 saiu afoita do pátio. Dois grupos, cada um composto por uns cinco alunos, se encontraram na praça em frente à instituição. Começou o empurra-empurra, sem que ninguém falasse nada. Até que um resolveu dar o primeiro soco. Foi o início da pancadaria que incluiu chutes, tapas, voadoras e agarrões no uniforme. “Todo dia tem isso. É brincadeira”, explicou um aluno, observando tudo do outro lado da rua.

Manual contra agressões
Ciente dos números levantados no diagnóstico da situação de violência nas escolas, a secretária-adjunta de Educação, Eunice Oliveira, explica que as instituições de ensino precisam recuperar o papel disciplinador. “Educar é também impor limites”, avisa. “A direção muitas vezes deixa de fazer registro de casos de violência. Isso é complicado, principalmente, quando se trata de um ato infracional. Quando entra arma na escola ou há brigas, é fundamental ir à delegacia ou chamar o Batalhão Escolar”, afirma a secretária-adjunta que elaborou, com a equipe do gabinete, um manual de procedimentos para cada caso de violência. A publicação será distribuída a 15 mil gestores e educadores da rede de ensino nos próximos dias.
O documento de 53 páginas está dividido em 10 capítulos. O primeiro traz uma série de definições que podem ser usadas, inclusive como material de apoio da matriz pedagógica. “O que é o que”, conceitua 26 termos ligados aos direitos humanos e à cultura da paz, como preconceito, conflitos e cidadania. O capítulo seguinte, segue a mesma linha e apresenta os atores do combate à violência, como conselho tutelar e o Batalhão Escolar. A partir do terceiro capítulo, uma série de procedimentos é apresentada. “Com essa ferramenta, fica claro que a escola não está sozinha”, explica o secretário José Luiz Valente.
Além do manual, a política do GDF de valorização da paz trabalha para aumentar a sensação de pertencimento dos alunos e professores ao ambiente escolar. Para tanto, a Secretaria vai incentivar as escolas a abrirem grêmios estudantis capazes de discutir medidas de inclusão. Além disso, o governo do DF vai promover cursos de capacitação de professores e diretores para enfrentar conflitos e orientá-los a lidar com situação de violência.
A rotina da escola tem uma regra definida: “não pode dar bobeira”. O conselho vem dos que já sentiram na pele todo tipo de violência. Um aluno da 7ª série do Centro de Ensino Médio 3 de Ceilândia, aprendeu a duras penas. Teve roubado o aparelho de MP4 e regrediu alguns anos em matéria de tecnologia portátil para ouvir música. Tirou da gaveta o velho diskman. Ele “deu bobeira” e deixou o aparelho dentro da mochila. Se ele fez alguma coisa, se procurou ao menos a direção para avisar do roubo? “Não adianta, não. Direção vai resolver o quê? Se quiserem levar, eles levam mesmo”, responde o garoto de 16 anos, conformado com a situação.
Nada menos que 27,8% dos alunos declaram ter sofrido roubo ou furto entre 2006 e 2008dentro das escolas. E engana-se quem pensa que os professores estão livres. Na pesquisa da Secretaria de Educação, 16,5% reclamaram da mesma coisa. Mas, para os mestres, a violência mais comum é a ameaça, que atinge 26,4% do entrevistados.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


A ARTE DE SER PROFESSOR

Na semana em que se comemora o DIA DO PROFESSOR, muitos são os que estão saindo de sala de aula em busca de uma "tranqüilidade financeira" ou até mesmo de uma profissão mais segura.
Em Brasília (e no Brasil afora), o que mais se lê em jornais (ou se vê nos telejornais) são notícias de agressões físicas a professores, agressões estas realizadas por alunos, contra os quais nada se pode fazer, pois são "crianças" na faixa etária de 13 a 17 anos. Um absurdo!...
Recentemente, nas escola em que trabalho, um aluno agrediu a professora de Educação Física simplesmente porque ela o levou à direção, e esta chamou sua mãe.
Creio eu que a professora equivocou-se ao levá-lo à direção, pois o "coitadinho" nada fizera além de entrar no banheiro das meninas e tentar agarrar uma das alunas.
Após agredir a professora, o "pobre e injustiçado" aluno foi transferido para outro estabelecimento de ensino. Antes, porém, fez ameaças de morte à professora... E que Deus tenha piedade dos colegas professores que o receberão!
Como se não bastassem os freqüentes registros de agressões a professores (o que muito tem motivado esses profissionais a tentarem outros concursos públicos), o Secretário de Educação foi à imprensa e disse em alto e bom tom que está muito preocupado com a Educação, pois "os professores não têm colaborado" e a maioria deles "vive de atestado médico".
Se tivéssemos feito como bem disse Pitágoras (Eduquemos as crianças para que mais tarde não sejamos obrigados a castigar os adultos), talvez tivéssemos pessoas de melhor caráter governando nosso país.
E assim caminha a humanidade: sem conhecer os princípios básicos da Educação!... À parte esses lastimáveis problemas, dedico os versos a seguir a todos aqueles que exercem, com amor à profissão, a ARTE DE ENSINAR.

A ARTE DE SER PROFESSOR
(Joésio Menezes)

Trago nas mãos um pedaço de giz
E com ele vou traçando metas,
Desenhando signos, riscando retas
E descobrindo o quanto sou feliz.

Vou ensinando que nos vários Brasis
Tivemos guerras violentas e discretas,
Tivemos reis, escravos, poetas
Que fizeram a história do nosso país.

Trago nas minhas calejadas mãos
A responsabilidade de formar cidadãos
E a esperança de um futuro promissor.

E em meio a tantos me vem a certeza:
Surgirá alguém que tenha a nobreza
De continuar a arte de ser Professor.

sábado, 11 de outubro de 2008

O ROCK DE NATAL
(www.rockdenatal.com.br)


Atenção, adoradores do Rock!...
Vem aí o mais novo evento de Brasília: O Rock de Natal.
A proposta do evento é fazer, todo fim de ano, um encontro inédito entre duas bandas de grande sucesso e levar o público a viajar num encontro musical!
Nessa primeira edição teremos o encontro dos Covers de duas das maiores bandas de rock do século XX: Beatles e Queen. As bandas Back Beatles e White Queen serão responsáveis pelo espetáculo. Se prepare para grandes surpresas!...

Dia: 28/11/08, às 21h, no Blackout Bar, 904 Sul - clube da ASCEB, atrás do UniDF.

Compre seu ingresso antecipado até o dia 10/11/08. Mas corra, os ingressos já começaram a ser vendidos!...
Feminino:R$:15,00
Masculino: R$:18,00
Censura: 16 anos.

terça-feira, 30 de setembro de 2008


NÓS, OS SALTIMBANCOS DA VIDA REAL

Este ano não temos eleições em Brasília (graças a Deus!...). Mas estamos acompanhando, de camarote, os telejornais que nos trazem notícias eleitorais dos outros estados da federação.
São notícias que, para não fugir à rotina, nos deixam estarrecidos: muitos são os candidatos que estão sendo assassinados em plena campanha.
Coincidência?... Claro que não!...
Na maioria dos casos são assassinatos encomendados, pois muitos dos candidatos que partem dessa para a "melhor" apresentam propostas de combate à corrupção, inclusive provas contra alguns dos concorrentes aos cargos públicos, o que incomoda (e muito!) àqueles que, feito parasitas, não querem largar "as tetas" do Brasil.
Isso é evidente!... Só não enxerga quem não quer!...
E quem são os culpados?... Nós, os "saltimbancos" da vida real, que nos deixamos comprar por uma cesta básica, por um vale-gás, por uma vaga de faxineiro (nada contra a profissão!) a um parente desempregado e por outros míseros benefícios que viciam as pessoas a não quererem trabalhar, ou seja, nos deixamos ludribriar pela política do "pão e circo". E por causa disso (e das nossas leis), muitos candidatos são eleitos e assumem seus cargos, mesmo sendo responsáveis por inúmeros crimes, muitos dos quais, bábaros.
Mais uma vez o povo brasileiro tem nas mãos a oportunidade de reverter esse quadro.
E que venham eles!...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


SEMANA DO DEFICIENTE

As escolas do Distrito Federal resolveram comemorar a Semena do Deficiente. De 15 a 19/09 todos os estabelecimentos públicos de ensino do DF terão atividades voltadas para os alunos portadores de necessidades educacionais especiais. Cada escola montará a sua programação, desde que voltada para a conscientização de toda a comunidade escolar.
Tal iniciativa surgiu tendo em vista a necessidade de se conscientizar pais, alunos professores e servidores sobre a inclusão de alunos "especiais" no meio acadêmico.
Na minha opinião, quem primeiro deveria conscientizar-se de que inclusão é "coisa séria" seria o Governo.
De repente eles (os responsáveis pela educação) apareceram com um "lindo" projeto de inclusão e resolveram implantá-lo, sem antes buscarem condições para a sua implementação. No papel, tudo muito bonito, perfeito... Coisa de Primeiro Mundo!... Mas na realidade, falta muita coisa ainda para que essa inclusão esteja de acorco com as necessidades daqueles que mais precisam dela: os alunos portadores de necessidades educacionais especiais.
À parte esses problemas, essa semana promete ser agitada, pois os professores estão engajados na proposta. Boas idéias surgiram aos montes. Basta agora colocá-las em prática e torcer para que a Semana seja proveitosa e que fique, após o seu término, um gostinho de "quero mais" para o ano que vem.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

NOVO REGISTRO DE IDENTIDADE CIVIL!
A nova Carteira de Identidade


A partir de 2009, essa será a nova carteira de identidade que deixa de ser
RG e será chamada de RIC (Registro de Identidade Civil). Ela terá
informações de RG, CPF e Título de Eleitor e terá modelo e tamanho dos
cartões de crédito.
Um chip vai adicionar informações como cor da pele, altura e peso. As
impressões digitais não serão mais no método dedão na tinta, mas sim escaneadas; e as informações serão enviadas para um banco de dados do INI-Instituto Nacional de Identificação da Polícia Federal, alimentando o Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais.
Itens de segurança como dispositivo anti-scanner, imagens ocultas e palavras impressas com tinta invisível, fotografia e impressão digital a laser e a possibilidade de armazenar no chip, informações trabalhistas, previdenciárias, criminais e o que mais for necessário, vem a ser o grande diferencial do novo documento.

terça-feira, 2 de setembro de 2008



SEMANA DO FOLCLORE NACIONAL RESGATA AS RAÍZES DE PLANALTINA
(por Vitor Ferns/Ascom)


Catira, moda de viola, Bumba meu Boi, danças típicas, entre outras atrações. Três dias (22, 23 e 24/08) de festa marcaram a Semana do Folclore Nacional, com atrações locais e convidados especiais, como: Zé Mulato e Cassiano, Bumba Meu Boi (Seu Teodoro), Galvan e Galvãozinho.
O Administrador Regional, Aylton Gomes ficou feliz com o resultado do evento. “A cultura da nossa cidade é muito rica. Essa semana do Folclore é importantíssima, para o resgate de raízes de uma cidade com 149 anos de história e tradição”, enalteceu o Administrador.

SHOWS – As atrações musicais foram abertas pela Banda de Música Professor Limeira, regida por Israel Colona. Ainda no primeiro dia (sexta-feira, 22) a atração principal foi a dupla Zé Mulato e Cassiano, com a tradicional moda de viola. No sábado (23), o som ficou por conta de Ely Camargo e Juraildes da Cruz e banda. Para fechar a festa, no domingo (24), o show de Galvan e Galvãozinho foi a principal atração da noite.

TRADIÇÕES DE FÉ - No sábado e no domingo as raízes religiosas foram homenageadas, com a entrada das bandeiras do Divino Espírito Santo e da Folia de Reis.

HOMENAGENS – O grande homenageado da Semana Nacional do Folclore foi o Prof. Erasmo de Castro, representado pelos familiares, que receberam um troféu simbólico feito em madeira por artesãos da cidade. Todos os artistas que participaram, também ganharam o troféu como uma lembrança de participação.

DANÇAS TÍPICAS – Não faltou catira durante os três dias de evento, com os grupos Unidos da Fé (Planaltina-DF), Tradição por paixão (Planaltina-GO), o Grupo de Amizade (Formosa-GO) e Os Considerados (Planaltina-DF). No último dia, o grupo Os Tapejaras da Estância apresentou dança gaúcha.

OUTRAS ARTES – A peça teatral “Auto de Santo Antônio” fez a abertura evento no fim da tarde de sábado. Grupo de Capoeira Gingarte também participou da Semana do Folclore no último dia do evento.

(Fonte: www.planaltina.df.gov.br)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008


GERENTE DA CAIXA ECONÔMICA EM PLANALTINA E DEZ EMPRESAS TERÃO QUE DEVOLVER R$ 2,3 MILHÕES
(Mariana Branco - Correio Braziliense)

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou nesta semana o ex-gerente da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Planaltina do Distrito Federal, Raimundo Bezerra Oliveira, e mais dez empresas correntistas da unidade bancária - registradas em Goiás e no Distrito Federal - a devolverem R$ 2,3 milhões à Caixa. Após investigação solicitada pela CEF ao TCU, o órgão apurou que, entre 1994 e 1996, Bezerra favoreceu as empresas citadas no processo, concedendo empréstimos que não foram pagos e dando baixa em cheques sem fundo. Para que as irregularidades não fossem notadas, o ex-gerente, que se beneficiava do dinheiro das transações irregulares, mascarava a contabilidade. O valor é corrigido monetariamente: na época do desfalque, equivalia a R$ 382.449,35.
Além de condenado a ressarcir a CEF dos prejuízos em conjunto com as empresas, Raimundo foi multado, sozinho, em R$ 90 mil pelo TCU. Ele e os estabelecimentos comerciais têm prazo de 15 dias para recorrer da decisão. Caso não o façam ou não apresentem defesa satisfatória, o processo segue para a Advocacia Geral da União, que dá início à execução da dívida e toma as providências para a cobrança. Os envolvidos também podem responder criminalmente: o TCU enviou cópia da documentação do caso à Procuradoria da República no DF, que pode oferecer denúncia à Justiça.

Execução lenta
O dinheiro desviado da CEF e a multa aplicada pelo TCU ao ex-gerente, no entanto, podem demorar ou nunca chegar a ser pagos. Segundo Carlos Antônio Soares de Araújo, diretor da 2ª Secretaria de Controle Externo do órgão e que esteve à frente das investigações do caso, os processos de execução na AGU costumam ser demorados. "No TCU já demorou a sair a condenação, pois começamos as apurações em 2002. Lá (na AGU) é como se começasse tudo de novo. Dá margem a outra temporada judicial. Até que tudo termine, a empresa condenada pode ser desconstituída, por exemplo", explica.
No próprio caso do ex-gerente e das empresas condenadas, o Tribunal de Contas não conseguiu localizar quatro das dez denunciadas, porque já não existiam. A Drogaria Tendy Tudo Ltda.; a Alexon Luiz Félix Santos Ltda.; a Informacon Informática e Contabilidade Limitada; a Supermercado Linhares Ltda.; a Jorge Raniele Zansavio Ltda. e a Biracont Contabilidade Ltda. constituíram advogados e se pronunciaram durante o processo. Já a Akaoni Construtora e Incorporadora Ltda; a Rezeq Calçados Ltda.; a Premoenge Ltda. e a Saraiva e Matias Ltda. jamais puderam ser contactadas. "A AGU faz o possível para localizar e cobrar, mas, se não conseguir, o nome dos réus entra para a Dívida Ativa", explica Antônio de Araújo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008


PLANALTINA,149 ANOS
(Por Rosana Oliveira)

A mais antiga cidade do DF completou (em 19 de aogsto) 149 anos. Um século mais antiga que a capital federal.
Pela região de Planaltina passaram bandeirantes, tropeiros, a estrada Real do Planalto, o caminho para o desenvolvimento.
Planaltina é berço de duas importantes bacias hidrográficas do Brasil: do rio Tocantins e rio Paraná. As “águas emendadas” formam um singular fenômeno de dispersão de águas bem no meio do cerrado. A partir de um mesmo ponto, as águas do Córrego Vereda Grande, deslizando suas águas cristalinas para o norte, encontram o Rio Maranhão que vai alimentar o caudaloso Rio Tocantins. Para o sul, o Córrego Brejinho engrossa o Córrego Fumal, deste para o Rio São Bartolomeu, depois Corumbá, desaguando no Paranaíba e formando então o Rio Paraná.
A tradição conta que o primeiro nome do povoado, Mestre D’Armas, deveu-se a um mestre armeiro que se estabeleceu na região. Caminho de tropeiros que seguiam pela “Picada da Bahia”, a região começou a atrair muita gente. Foi assim com José Gomes Rabelo, que se tornou proprietário da Fazenda de mesmo nome e é apontado como fundador da cidade.
O povoado passa a ser distrito de Luziânia em 1834 com o nome de São Sebastião de Mestre d’Armas. No dia 19 de agosto de 1859, por meio da Lei Provincial nº 03 é criado em definitivo o Distrito de São Sebastião de Mestre d’Armas, já incorporado ao município de Formosa–GO. Mais um decreto, esse de 19 de março de 1891, eleva o distrito a município. Em 1910 a cidade teria seu nome mudado para Altamir, e em 14 de julho de 1917 foi renomeado em definitivo, chamando-se Planaltina.
A Missão Cruls, encarregada de levantar as informações para a mudança da capital, chega em Planaltina. Seus membros se hospedam onde hoje é o Museu Histórico e artístico de Planaltina. A área definida pelo chamado “Polígono Cruls” engloba áreas do então município de Goiás. Planaltina passa a sonhar com a possibilidade de abrigar a nova capital. O sonho seria desfeito com a escolha do “Sítio Castanho”, local onde hoje se localiza o Plano Piloto. Planaltina perdeu a sua autonomia, passando a ser uma região administrativa do Distrito Federal.

A busca da modernidade, com um pé na tradição
Planaltina tem uma população estimada em mais de 200 mil habitantes. Além dos descendentes das tradicionais famílias goianas que aqui estavam, a cidade recebeu um grande número de candangos, gente que veio buscar aqui uma nova oportunidade. A cidade tem uma grande área rural. Tem a maior produção de pimentão do país e uma importante produção de grãos. A produção de leite e derivados também é expressiva. Mas ao mesmo tempo sofre com inúmeros problemas, como infra-instrutora e transportes.
Depois da construção de Brasília e o aumento da população local, foram feitas algumas tentativas de organização do espaço urbano de Planaltina. Em 1966 foi elaborado um Plano Diretor com objetivo de criar novos espaços institucionais e ao mesmo tempo preservar os espaços antigos e as tradições culturais da cidade. A Vila Burtis (Setor Residencial Leste) surge em 1971 para abrigar moradores da antiga Vila Tenório, no Núcleo Bandeirante. O fato desagradou alguns dos moradores mais antigos. Então foi previsto um “cordão de isolamento” constituído pelos prédios instrucionais , onde estão Hospital, a Rodoviária, o Estádio Adonir Guimarães, o Fórum e a Administração Regional. Ainda em 1969 surge o Vale do Amanhecer, fundado pela médium Neiva Chaves Zelaya, a tia Neiva.
As décadas de oitenta e noventa foram marcadas pelo aumento das ocupações irregulares. Nesta época surgem o Arapoangas, Mestre d’Armas (Estâncias I a V, Estância Planaltina,) e Aprodarmas. Na mesma época surge o Jardim Roriz, este um assentamento urbano organizado pelo GDF.
Em 149 anos, Planaltina passou de município autônomo a região administrativa do Distrito Federal, de possibilidade de abrigar em seu território centenário a nova capital da república a RA 6, muitas vezes considerada mais distante do que as outras. Em 149 anos a cidade viu muitas de suas tradições arrefecerem e ressurgirem com toda a força, como a Festa do Divino. Viu o surgimento de novos setores, três faculdades particulares e o campus da UnB. Viu, e ainda vê, seu casario histórico sendo vencido pelo tempo, ao mesmo tempo casas modernas ocupam o lugar. Assim Planaltina segue firmando sua identidade. Como o curioso fenômeno que dá nome à unidade de conservação “Águas Emendadas” a cidade caminha em duas direções: em busca da modernidade, mas com um pé na tradição.

(Fonte: www.classificaodf.com.br)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008


MUSEU ITINERANTE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA CHEGA A PLANALTINA

A população de Planaltina, cidade-satélite de Brasília tem, até sábado (23), a oportunidade de participar das atividades do programa do Museu Itinerante de Ciência e Tecnologia (Promusit), que é uma iniciativa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). O projeto vai passar por quatro cidades do Distrito Federal (DF) até 6 de setembro.
O Promusit é um projeto científico montado em um caminhão que percorre todo o País. Até chegar ao DF, o veículo rodou aproximadamente 2.100 quilômetros. Depois de descarregado, se torna um espaço semelhante a um auditório, equipado com sistemas de comunicação via satélite, internet, multimídia, para palestras, conferências e demonstrações.
O Museu Itinerante tem um trabalho interativo, no qual os participantes aprendem de maneira divertida as várias etapas do processo científico. Para isso, são utilizados equipamentos como planetário inflável, giroscópio humano, canhão de ar, relógio de Sol, harpa laser e uma pequena estação de tratamento de água.
O secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Joe Valle, explica que nessa atividade são apresentados mais de 80 experimentos científicos, além de kits pedagógicos, todos transportados de cidade em cidade. “Quero convidar a população para levar seus filhos e participar das atividades”, ressaltou.
A primeira cidade satélite atendida pelo Promusit, foi o Gama. Agora é a vez de Planaltina, que comemora 149 anos hoje. Além do secretario Joe Valle, participaram da solenidade, o administrador de Planaltina, Aylton Gomes , e o deputado Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), A entrada para o Promusit é gratuita.

(Fonte: www.agenciact.mct.gov.br/index)

terça-feira, 19 de agosto de 2008


UMA OUTRA HISTÓRIA
(Depoimento autorizado por seu José de Faria, em 17 de outubro de 2006, e registrado por Ana Cristina, aluna de Pedagogia da UnB)
Foto: Moisés Youssef

Planaltina, menina brejeira que a todos encantam com a sua sutileza e o seu jeito acolhedor, fazendo de uma gente castigada cidadãos conscientes e apaixonados por ela.
Seu José Faria, 80 anos de idade e morador da cidade há quarenta, nos relata emocionado porque optou vir morar aqui em Planaltina, e que a sua finalidade era oferecer uma melhor educação para os seus filhos, dos quais 02 são formados.
Recém chegado da guerra, em maio de 1945, a primeira viagem que fez foi de Unaí para Planaltina, desbravando o cerrado brasileiro em cima de um cavalo por vinte dias até chegar aqui no coração do Brasil.
Por todos os lados em que olhasse só avistava mato. As noites sempre muito escuras, porém, chacoalhadas de estrelas, quebrando, em breve instantes, a frieza do lugar.
Vidinha boa, uma cidade miudinha, tranqüila e bem familiar a todos os moradores.
Na cidade havia barracos de palhas cobertas por folhas de bambu e também casas de adobe. O hospital mais próximo ficava em Formosa- GO, mas já existia a SANDU e a saúde era melhor.
Só havia distribuição de energia elétrica em Planaltina velha (lugar sede do arraial, do qual originou a cidade), mas a água era fornecida pela rede pública. Existia também a igreja São Sebastião e a igreja da Vila Vicentina, e nos dias de Domingo a população se reunia para assistir às missas e participar das quermesses. As mulheres, como era costume da época, trajavam longos vestidos ou saias compridas e os homens, ternos escuros, chapéus e sapatos sempre encerados.
Foi aqui que, pela primeira vez, conheceu um cabeludo, coisa esquisita!
Havia apenas seis carros particulares pertencentes à família dos Guimarães(a família mais tradicional da região) e o transporte público vinha de Formosa GO, o qual fazia parada obrigatória para ver se o Doutor Hozana Monteiro Guimarães estava precisando de alguma coisa.
Os lotes eram baratinhos e desvalorizados e ninguém acreditava que Planaltina um dia teria tamanha proporção.
A vantagem de se morar aqui é que podiam dormir de portas abertas, mas foi um período marcado por inúmeras dificuldades.
Em 1966, a educação ia até a 8º série, e somente havia o Centrão (onde funcionava a escola Normal), o Centrinho (que oferecia o ensino ginasial), a Escola Classe 02 (ensino primário) e a Escola Paroquial, que não se sabe com precisão se era dirigida por padres ou pela Fundação Educacional, hoje Secretária de Estado de Educação.
Seu José, era semi analfabeto, aprendeu a ler em revistas em quadrinhos e revistinhas de bangue- bangue e sua mulher alfabetizou-se no MOBRAL( Movimento Brasileiro de Alfabetização). A filha dele também participou do MOBRAL como estagiária e, depois de formada, como professora.
Hoje, o seu José reside no setor sul de Planaltina e zela de uma pequena fração de terra no Bairro de Fátima, em uma área semi rural da cidade.
Com seu jeitinho maroto, sorriso largo e de chapéu de palha, é um doce exemplo de que nesta cidade o rústico e o contemporâneo pode viver lado a lado, de mãos dadas, em busca da modernidade, mas preservando as raízes que fazem esta população ser assim tão singular!

(Fonte:www.forumeja.org.br/df)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Fotos: Ronaldo Barroso e Sandro Alex Dias
PLANALTINA RUMO AOS 150 ANOS
(por Emanuelle Coelho)

A cidade de Planaltina estará em festa durante todo o mês de agosto. São as comemorações pelos 149 anos de fundação da cidade.
A programação de aniversário é extensa. Inclui espetáculos, exposições (no Parque de Eventos de Planaltina), Grande Roda de Capoeira com todos os grupos da cidade, Basquete de cadeirantes, desfile cívico, atividades esportivas, campeonato de truco, shows, festival universitário, o baile da cidade (a ser realizado no dia 23 de agosto) e, como não poderia faltar, o bolo de aniversário de 149 metros.
A expectativa dos organizadores é a de superar o sucesso das outras festas. “Estamos preparando uma festa inesquecível, onde será a oportunidade de celebrar o aniversário de 149 anos da nossa cidade”, afirmou Aylton Gomes , administrador regional de Planaltina.
Para o administrador, falar da cidade é falar de Brasília, pois foi onde tudo começou. "É uma cidade esperançosa, um povo que nunca desistiu e hoje estamos na etapa da evolução e do crescimento da cidade. Nunca se investiu tanto como agora em Planaltina. Serão R$ 140 milhões de recursos para a melhoria da cidade. Com certeza, Planaltina tem muito o que comemorar nesse aniversário".

(Fonte: www.brasiliagora.com.br)



UM POUCO DA SUA HISTÓRIA
Foi em busca do ouro que, no final do século XVIII, bandeirantes paulistas pisaram pela primeira vez no lugar que daria origem à cidade de Planaltina.
O primeiro nome dado à comarca, arraial Mestre D’Armas, é uma referência a um habilidoso ferreiro que vivia na região por volta de 1790. O lugar inicialmente pertencia à Vila de Santa Luzia, hoje Luziânia (GO). Pouco tempo depois, em 1837, o território passa a fazer parte de Vila Formosa de Imperatriz(Frmosa-GO)
Em19 de agosto de1859, foi elevado à categoria de Distrito, em data que se comemora oficialmente o aniversário de Planaltina.
Em 1891, Mestre D’Armas separa-se de Formosa e é transformado em uma vila. U m ano depois começam a ser instalados os primeiros estabelecimentos públicos, Neste mesmo ano, o presidente Floriano Peixoto estabelece a Comissão Exploradora do Planalto Central, liderada pelo geógrafo Luiz Cruls. O objetivo era demarcar a área
em que seria implantada a capital do Brasil no interior do país.
Em1910 foi rebatizado com o nome Altamir, que significa boa miragem. O nome
Planaltina só apareceu sete anos depois, em referência ao planalto onde se encontrava.
No dia 7 de setembro de1922 é assentada a Pedra Fundamental, demarcando o lugar para implantação da nova Capital brasileira. Mais de cinco décadas depois, a cidade estava integrada ao projeto de ocupação do interior.

(Fonte: Correio Braziliense, Brasília, domingo, 23 de janeiro de 2005)

terça-feira, 12 de agosto de 2008


ASSIM COMO SANTA MARIA, PLANALTINA E CEILÂNDIA TAMBÉM QUEREM BONS NÚMEROS
(por Débora Teixeira)

Após a divulgação de que o índice de homicídios em Santa Maria foi zerado, a Tribuna do Brasil, com base na estatística divulgada pela Secretaria de Segurança Pública, foi conferir de perto nas cidades mais violentas do DF – Ceilândia e Planaltina, respectivamente – se os registros de assassinatos também estavam diminuindo. A reportagem checou as delegacias que atendem as duas regiões e constatou uma boa notícia para a cidade: os homicídios estão em queda no Distrito Federal.
Apesar de algumas cidades continuarem sendo consideradas perigosas pela própria polícia, os delegados responsáveis pelas DPs em Ceilândia e Planaltina afirmam que estão trabalhando para que os números continuem caindo. Nas duas cidades, o trabalho foi intensificado para que todos os casos sejam solucionados com flagrantes. Segundo os delegados ouvidos pela reportagem, essa é a forma mais eficaz de reduzir as ocorrências.
O fato de o delegado da 33ª DP, João Carlos Lóssio, ter conseguido zerar os índices de homicídios em Santa Maria, levou as outras regiões do DF a correrem atrás do prejuízo e conquistarem estatísticas iguais. Uma concorrência sadia e que só trará ganhos à população.
O delegado da 16ª DP de Planaltina, Marcos Antônio Oliveira, afirmou que durante os dois últimos meses não houve assassinatos na região atendida pela delegacia. "O resultado é fruto de muito trabalho e dedicação da polícia", ressaltou. A equipe da 16ª DP tem trabalhado com foco no tráfico de drogas. Oliveira acredita que os traficantes sejam os principais causadores de crimes no local. "Nos últimos dias prendemos oito pessoas envolvidas com venda de entorpecentes", informou.
Segundo Marcos, o número de ocorrências tem diminuído na delegacia. Há 45 dias não acontecem casos com vítima fatal e os casos de roubos também estão caindo. "Todos os dias cumprimos mandatos de prisão, para mantermos os criminosos na cadeia. Assim, a população terá mais tranqüilidade", contou.

Ceilândia
Embora o delegado da 19ª DP, em Ceilândia, Raimundo Vanderly Alves de Melo, ainda não possa comemorar um baixo índice de homicídios na região atendida pela sua delegacia, já se percebe uma ponta de satisfação com a queda de ocorrências registradas. Ele defende a idéia de que a cidade tem um número populacional maior e que a baixa renda dos moradores dificulta a redução dos homicídios. "Foram cinco mortes em junho e estamos na metade deste mês, com apenas três casos. É um número que está dentro do nosso percentual", alertou.
Segundo Vanderly, desde março desse ano, o trabalho para reduzir os homicídios foi intensificado. Assim como na delegacia de Santa Maria, o delegado trabalha com a intenção de efetuar o máximo de prisões em flagrante possíveis. "Nos três casos de mortes deste mês, os acusados estão presos, prova de que o trabalho vem dando certo."
Apesar de os delegados constatarem essa redução, a estatística dos primeiros meses divulgada pela Secretaria de Segurança Pública traz números superiores de assassinatos em 2008 do que os registrados no mesmo período em 2007. Em Ceilândia foram totalizadas 43 mortes de janeiro a abril desse ano, contra 36 no ano passado. Em Planaltina, nesse mesmo período, foram 14 mortes no ano anterior contra 24 em 2008. E até Santa Maria, que agora apresenta zero de homicídios, tinha o número mais alto que do ano passado: de janeiro a abril de 2007 foram 17 mortes e no mesmo período desse ano, 21 homicídios.

(Fonte: www.sinpodf.org.br)

terça-feira, 5 de agosto de 2008


ARAPOANGA GANHA MAIS UMA ESCOLA
(por Natália Chaves)

Com capacidade para atender cerca de 700 alunos, a Escola Classe Condomínio Arapoanga, em Planaltina, foi inaugurada nesta segunda-feira (04/08) pelo governador José Roberto Arruda. Ainda em Planaltina, o governador visitou o Centro de Ensino Fundamental do Arapoanga, onde deu início ao projeto Educação e Inclusão Digital, que atenderá 880 alunos.
A Escola Classe Condomínio Arapoanga custou R$ 2,6 milhões e conta com 14 salas de aulas, quadra de esportes e parque infantil, além de biblioteca e salas de leitura e de vídeo. Com quase 800 metros quadrados, possui ainda adaptações para portadores de necessidades especiais, como rampas, corrimão, sinalização em Braille, sanitários e balcão de atendimento. O novo centro de ensino conta também com uma ampla área construída no subsolo, que funcionará como um salão de múltiplas funções. O espaço será palco de atividades culturais, esportivas e pedagógicas.
O senador Cristovam Buarque também esteve na inauguração e destacou que o governo que investe em escolas ajuda a melhorar o futuro do país. "Brasília com certeza será um exemplo em educação para todo o Brasil", disse o senador.
A inauguração da Escola Classe Condomínio Arapoanga é a primeira de uma série de seis unidades que serão entregues à comunidade neste mês de agosto. Os estabelecimentos de ensino, cinco novos e um totalmente reformado, atenderão a aproximadamente seis mil alunos e são resultado do investimento de R$ 13,7 milhões. "As crianças que moram na região não precisarão mais se deslocar de ônibus para estudar", ressaltou Arruda.
Moradora do Arapoanga há nove anos, a dona de casa Marcia da Silva Souza, 30 anos, ficou muito feliz com a nova escola. "Meus dois filhos pegavam ônibus todos os dias para ir à aula Agora estão estudando perto de casa", comemorou
Durante visita ao Arapoanga, Arruda também autorizou a construção da terceira escola da região. "Mais de duas mil crianças ainda precisam sair daqui todos os dias para estudar. Queremos que todos possam freqüentar uma escola perto de casa", afirmou o governador. Moradora do bairro há 10 anos, Maria da Conceição Silva, 36 anos, cedeu um terreno para a construção do novo centro de ensino. "O espaço está inutilizado e nada melhor do que ser usado para a educação", disse ela.
"Até hoje havia no Arapoanga somente um centro de ensino que atendia alunos da 2ª a 7ª séries. A partir de agora, a comunidade contará com mais uma escola para atender alunos da educação infantil até a 8ª série, ou seja, todo o ensino fundamental", disse o secretário de Educação, José Luiz Valente.

Projeto Educação e Inclusão Digital
O projeto Educação e Inclusão Digital, iniciado hoje no Centro de Ensino Fundamental do Arapoanga, prevê o atendimento de alunos de 4ª a 7ª séries, inclusive turmas de aceleração escolar. O trabalho é fruto da parceria com a ONG Missão Criança, que doou uma unidade móvel de informática com 12 computadores. O projeto criado por Cristovam Buarque tem como objetivo promover a inclusão digital para crianças de família de baixa renda. "O computador é uma grande ferramenta para alfabetização de jovens e adultos. Por isso trouxemos o projeto para esta escola", explicou Cristovam.
O centro de ensino do Arapoanga tem 1.700 alunos matriculados, sendo 250 no período noturno e o restante dividido entre os turnos da manhã e da tarde. Desenvolve diversos programas educacionais, entre eles o de Educação Integral, que atende 220 estudantes de 5ª série, e aceleração escolar.

(Fonte: www.cristovam.org.br)

quinta-feira, 31 de julho de 2008


PLANALTINA SEM PLANEJAMENTO

Já são 149 anos de cidade sem planejamento. Planaltina foi criada em 1859 e cresceu sem ter ordenamento econômico, social e estrutural. O resultado hoje é um centro histórico em decadência। Os casarões do Setor Tradicional estão aos pedaços.
“Parece que os proprietários estão gostando da idéia dos casarões estarem caindo. Porque se o governo não ajudar financeiramente é difícil que essas pessoas tenham poder aquisitivo para investir neles. O problema mais sério é o nosso museu que conta a história do começo de tudo, da fundação de Brasília. Isso é muito grave. Trata-se de um museu tombado pelo patrimônio histórico da humanidade”, diz o Professor de Educação Física Emerson Guimarães.
Não bastasse a falta de investimentos, existe até uma casa em construção em pleno patrimônio cultural, o que é proibido. O descaso deixa os moradores mais antigos saudosos e decepcionados.
“Planaltina não era assim, era uma cidade muito boa, muito pacata. Tinha muita gente boa não tinha ladrão. A gente sai de casa e não tinha problema quando voltávamos. Tinha amizade boa, coisa que não existe mais hoje”, lembra a aposentada Juracy Gomes.
Outro problema de Planaltina é o trânsito. A cidade mais antiga do DF tem vários cruzamentos, mas quase nenhum sinal de trânsito para organizar o fluxo. Muitos moradores usam a bicicleta como meio de transporte e para eles o perigo é ainda maior.
O aposentado Justino Santos colocou até retrovisor para ver melhor os carros. “A gente tem que andar beirando o meio fio. É um pouco perigoso. Nunca aconteceu nada comigo, mas sempre tem ciclista sendo atropelado”, conta.
“Temos que dividir espaço com os carros porque não há um lugar próprio para o ciclista. É perigoso. Algumas vezes, mesmo estando na mão certa, os carros passam tirando fino da gente”, conta o pedreiro Valdivino de Andrade.
O Plano Diretor de Planaltina ainda não foi votado na Câmara Legislativa. E o pedido recente do governo para revisar o texto deve atrasar ainda mais a análise. Se a proposta já tivesse sido aprovada, traria mudanças como criação de ciclovias e calçadões, revitalização do Setor Tradicional e criação de um complexo cultural para shows e eventos.
Planaltina pode não ser a única cidade com mudanças no Plano Diretor. Além de reavaliar o planejamento de outras regiões administrativas, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano também quer reduzir de 29 para sete o número de Planos Diretores do Distrito Federal, uma idéia do governo anterior.
Para que isso seja realizado, será preciso mudar a lei Orgânica, que prevê que cada cidade tenha seu planejamento. A população de Planaltina não aprovou a idéia.
“Planaltina tem mais de 100 anos, não há como fazer uma junção de várias cidades e fazer um só Plano Diretor. A gente fica abandonado dessa forma”, acredita a instrutora de adolescentes, Cristiane de Paula.
A proposta de redução do número de Planos Diretores ainda está sendo estudada pelos técnicos do GDF. Hoje está prevista uma reunião entre o secretário de Desenvolvimento Urbano, Cássio Taniguchi, e o secretário de governo, José Humberto Pires para falar sobre o assunto. O encontro ainda não tem hora marcada.

(Fonte: www.procuretudo.com.br)

domingo, 27 de julho de 2008


CONSTRUINDO VIDAS E SONHOS

A cearense Maria Augusta Erick Menezes estudou fora do Brasil e quando voltou desenvolveu projetos sociais em vários estados do Brasil, mas foi Brasília que ela escolheu para morar e ajudar os mais pobres como podia. Arrecadava mantimentos, ensinava a melhorar a renda e organizava mutirões para fazer tijolos para casas populares. Por isso, ficou conhecida como Maria do Barro.
Há dois anos, Maria do Barro morreu. Mas seu ideal continua vivo numa comunidade em Buritis II, em Planaltina. No local funcionava um dos projetos sociais que ela idealizou. Agora, Idalete Silva, aluna e admiradora de Maria do Barro, faz de tudo para continuar o trabalho na comunidade Barro Vivo..
No local, funciona a oficina de artesanato da comunidade. Donas-de-casa aprendem uma profissão para melhorar a renda. Maria do Barro ensinou a arte do tear para fazer tapetes, quadros, jogos americanos e muitas outras coisas. Com ajuda de profissionais voluntários, elas foram melhorando a técnica e entrando no mercado de trabalho.

(Fonte: www.dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV)

terça-feira, 22 de julho de 2008


INAUGURADA A 1ª AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DE PLANATINA (?)

No dia 14 de setembro, junto ao Governo nas Cidades, foi inaugurada a primeira Agência de Notícias de Planaltina. A linha de trabalho da Agência de Notícias, A Fonte, será noticiar informações pertinentes e de cunho jornalístico para a sociedade, além de servir como fonte de informações para veículos da imprensa Brasileira. O nome foi escolhido devido à objetividade e praticidade locucional. A expressão A Fonte é atribuída, no jornalismo, a um valor de credibilidade de informação, o que caracteriza informação de cunho crível e oficial. Essa é uma forma de mostrar para a grande mídia que Planaltina também tem boas notícias para serem divulgudas fora dos cadernos policiais. A missão da Fonte será divulgar as boas notícias da cidade, pois para divulgar as más já temos muitos veículos. A fonte é um veiculo isento e neutro politicamente, e como bom veículo jornalístico prezamos pela credibilidade (...).

Essa foi a matéria divulgada no site da Administração Regional de Planaltina (www.planaltina.df.gov.br) em 14/09/2007, entretanto, o tal veículo de comunicação cuja missão seria "divulgar as boas notícias da cidade" ainda não chegou às mãos da comunidade planaltinense, maior interessada em saber o que de bom está acontecendo em sua cidade. Se A FONTE está circulando, somente "os tradicionais" estão recebendo.
Seria esse mais um daqueles projetos que não saem do papel ou seria um dos que somente recebem (dos cofres públicos) o "papel-moeda" oriundo dos nossos impostos e cujo destino é desconhecido?
Caso essa FONTE seja acessível somente "via internet", desculpem-me os responsáveis pelo periódico, a idéia não foi das melhores, pois nem todos os moradores de Planaltina têm acesso à rede mundial de computadores. Aliás, a maioria não tem sequer acesso às necessidades vitais, tais como SAÚDE, SEGURANÇA e EDUCAÇÃO, elementos necessários e indispensáveis para se ter uma vida digna.

segunda-feira, 14 de julho de 2008


UNB: PLANALTINA APRESENTA RÁDIO COMUNITÁRIA
(Fonte: UnB)

A comunicação, que tem o poder de unir e capacitar indivíduos para fiscalização das ações na sociedade, levou alunos de sete escolas de Planaltina a desenvolverem o projeto Rádio Diversidade, que foi conhecido de perto no último sábado, 12 de julho, no campus da UnB em Planaltina, na 1ª Mostra Planaltina. O encontro começou às 16h e contou com apresentações culturais e lançamento do filme Planaltina Organizada.
O curta de 20 minutos mostra entrevistas de lideranças comunitárias, feitas por membros Projeto Comunicação Comunitária, uma parceria entre Faculdade de Comunicação (FAC) da UnB, Rádio Utopia FM (98,1 MHz) e a Faculdade UnB Planaltina.
A Rádio Diversidade promove o encontro entre universitários e alunos de escolas de Planaltina que produzem áudio e vídeo como instrumento de educação e de estímulo à diversidade cultural. Conheça o projeto no www.unb.br/fac/comcom.

quinta-feira, 3 de julho de 2008


PLANALTINA: 149 ANOS
(Fonte: www.rollemberg.com.br/noticias)

A cidade de Planaltina estará em festa durante todo o mês de agosto. São as comemorações pelos 149 anos de fundação da cidade. A programação de aniversário é extensa. Inclui espetáculos, exposições, torneios esportivos, oficinas de qualificação, teatro, poesia e encontros religiosos. O ponto alto, no entanto, será o desfile cívico com participação das escolas da cidade.
A fundação de Planaltina ocorreu no dia 19 de agosto de 1859. A cidade conhecida como Mestre D'Armas, só recebeu o nome atual em 1917. O marco na história de Planaltina, porém, deve-se à Missão Cruls. Em 1892, a comissão formada por geólogos, médicos, botânicos e astrônomos escolheu a região onde está Planaltina como território ideal para interiorizar a capital do país.
Mais de 70 anos depois, quando enfim a capital foi transferida para o Planalto Central, a delimitação do novo Distrito Federal acabou por dividir a cidade de Planaltina ao meio. Daí a existência atual de duas Planaltinas, a que virou cidade satélite do Distrito Federal e a Planaltina de Goiás, também conhecida como Brasilinha.
Para recuperar a perda da identidade cultural que atingiu Planaltina com o passar dos anos, antigos moradores iniciaram uma campanha para retomada das tradições da cidade, culminados com a criação do Museu Histórico e Artístico de Planaltina em 1974, situado na casa mais antiga de Planaltina, supostamente doada por seus antigos moradores, o casal Maria América Guimarães e Francisco Mundim Guimarães.

sábado, 28 de junho de 2008


JÚRI DE PLANALTINA CONDENA RÉU A 42 ANOS E 8 MESES PELO ASSASSINATO DE MENINA DE 12 ANOS

O Tribunal do Júri de Planaltina condenou em 42 anos e 8 meses, na segunda-feira, 16/6, Weleson Gonçalves Santarém, um dos três acusados do assassinato da menina Thaís da Silva Martins Duarte, de 12 anos, ocorrido entre 14 e 15 de dezembro de 2005, em Planaltina, DF, a mando da mãe dela, Gessy da Silva, conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público. Ela e o outro acusado tiveram o processo desmembrado e aguardam soltos o julgamento, em data a ser ainda designada.
O acusado Weleson ficou incurso no artigo 121, § 2º, inciso I e IV (homicídio praticado mediante promessa de recompensa e sem dar à vítima chance de defesa) art. 213 (estupro) e artigo 214 (atentado violento ao pudor).

Histórico do caso:
Segundo a denúncia, entre os dias 14 e 15/12/2005, no Núcleo Rural Bom Sucesso, próximo à Escola Classe, Planaltina-DF, Weleson Gonçalves Santarem, 31 anos, previamente combinado com Gessy da Silva,vulgo "Neguina", 41 anos e Marcos Luiz da Silva, vulgo "Gremilim", 21 anos, e três menores, efetuou disparos de arma de fogo contra Thais da Silva Martins, 12 anos, matando-a. Weleson, na mesma oportunidade, constrangeu Thais a praticar com ele ato sexual e libidinoso. A mãe de Thais contribuiu, por omissão, com os crimes narrados.
O motivo do crime, segundo o Ministério Público: Thais namorava um rapaz, que era também namorado de Gessy. Esta não queria que Thais continuasse o relacionamento com o rapaz, por isso, resolveu matá-la. Contratou, então, Weleson, Marcos e três menores para auxiliarem na execução do crime, prometendo-lhes recompensa.
Os outros dois acusados, a serem ainda julgados, estão incursos no artigo 121, § 2º, incisos I e IV, combinado com o artigo 29 (participação), e artigo 1º da Lei 2252/54, por três vezes (Marcos); Gessy no artigo 121, § 2º, I e IV, combinado com os artigos 213 e 214, combinado com o artigo 13, § 2º, letra “a” (omissão), artigo 61, inciso II, letra “e” (no caso, crime contra filha), e artigo 1º, da Lei 2252/54, por três vezes.

(Fonte: Correio Forense)

quinta-feira, 19 de junho de 2008


PLANALTINA – CIDADE DAS ÁGUAS EMENDADAS, ONTEM E HOJE
(Prof. Xiko Mendes)

A colonização portuguesa do território planaltinense iniciou-se entre as décadas de 1780/90 como conseqüência da crise da mineração em Goiás cujo ouro foi descoberto pelo bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva em 1725. Nos anos 1730 outras minas no atual Estado de Goiás foram descobertas aqui bem próximas de Planaltina: ao norte, as minas de Cavalcanti e Niquelândia; ao sul, as minas de Santa Luzia (Luziânia). O Planalto Central, na área onde se localiza Planaltina, a terra era povoada pelos índios Crixás.

I – Período Pré-distrital: Povoado (Século XVIII – 1859)

Diz a lenda que o primeiro homem branco a fixar residência na região de Planaltina foi um ferreiro cuja profissão – Mestre d’Armas – deu nome ao córrego e ao Povoado. Desiludido com a mineração, os garimpeiros procuram novas áreas ou novas atividades econômicas. Planaltina surgiu com o desenvolvimento da Pecuária. Como aqui era ponto de passagem de tropeiros e viajantes que vinham do Nordeste seguindo a estrada real “Picada da Bahia” até Mato Grosso e Goiás Velho, a casa do Mestre d’Armas servia de “pouso”. Com o tempo, chegou novos habitantes. Entre eles, José Gomes Rabelo, que tornou-se proprietário da Fazenda de mesmo nome.
Entre 1810/11 a população do povoado de Mestre d’Armas foi vítima de uma Peste onde mais da metade de seus habitantes morreu. Movidos por um profundo espírito de religiosidade católica, o terreno onde hoje está o nosso Centro Histórico – Igrejinha, Museu... – foi doado a São Sebastião – que tornou-se Padroeiro da localidade como promessa de que a epidemia não voltasse a matá-los. Era 20/1/1811 – dia de devoção ao Santo, que virou data comemorativa do lugarejo. Em 1834 foi criado o 3º Distrito de Luziânia, denominado de São Sebastião de Mestre d’Armas. Devido a conflitos políticos em decorrência do fato de que a população queria pertencer a Formosa, o distrito foi anulado no ano seguinte. Em 1858 o terreno do povoado é doado ao Governo de Goiás pelos herdeiros da Fazenda Mestre d’Armas tendo como Procurador Sebastião Carlos Alarcão.

II – Período Distrital: Vila (1859 – 1892)

No dia 19 de agosto de 1859 por meio da Lei Provincial nº: 03 é criado em definitivo o Distrito de São Sebastião de Mestre d’Armas já incorporado ao município de Formosa – GO. Em 2/4/1880 com a Lei Prov. nº: 615 é criada a Paróquia de São Sebastião sediada na Igrejinha que continua de pé. A Lei Prov. Nº: 671 de 21/7/1882 determinou a instalação da primeira Escola só para alunos do sexo masculino. Foi chamada de Grupo Escolar São Sebastião, depois Escola Paroquial, hoje Centro de Ensino Fundamental nº2. São iniciadas as construções dos Prédios públicos que sediariam o novo Município.

III – Período Municipal: Cidade goiana (1892 – 1960)

Por meio do Decreto nº: 52 de 19/3/1891 o Distrito é transformado no município de Mestre d’Armas – GO cuja instalação oficial se deu no dia 28/2/1892. Em 2/10/1910 passou a denominar-se Altamir; e em 14/7/1917 foi renomeado em definitivo chamando-se Planaltina – GO mediante proposta do Deputado Estadual oriundo de Formosa, José Teodolino da Rocha.
Nesta mesma época o município recém-criado recebe os cientistas da Comissão Exploradora do Planalto Central – Missão Cruls – que elabora um Relatório publicado em 1894 demarcando o local para construir a futura Capital do Brasil entre Planaltina, Luziânia e Formosa conforme determinava a Constituição Federal de 1891. A área total era de 14.400 Km2 e incluía Planaltina. A Missão foi guiada na região pelo planaltinense Viriato de Castro.
Em 7/9/1922 durante o Centenário da Independência do Brasil o Presidente da República Epitácio Pessoa vem até Planaltina e inaugura o monumento Pedra Fundamental da Construção de Brasília no Morro do Centenário, fruto de um projeto dos deputados Americano do Brasil e Rodrigues Machado. Com isto, a Prefeitura instala no Rio de Janeiro uma Sessão de Propaganda para incentivar pessoas do país inteiro a vir morar em Planaltina. Ao longo dos anos 1920 surgem vários projetos habitacionais que nunca saíram do papel como o Planaltópolis feito por pessoas que sonhavam com Brasília sendo construída em solo planaltinense.
Entre as décadas de 1920/30 Planaltina, influenciada pelo sonho de que Brasília seria aqui construída, desenvolveu-se de forma significativa. Ganhou rede elétrica, telefone, telégrafo, estrada de rodagem até Ipameri-GO, o primeiro automóvel, indústria de curtume, o primeiro jornal, o comércio cresceu passando a importar mercadorias de SP e de Uberaba-MG. Em 1947 foi instalada a Comarca e os problemas com a Justiça passaram a ser resolvidos no próprio município. Em 1951 foi criada a Escola Normal Olívia Campos Guimarães – para formar professoras normalistas.
Em 1948 é publicado o Relatório Poli Coelho, documento elaborado pela Comissão chefiada pelo General Djalma P. Coelho que fez novos estudos sobre a Mudança da Capital indicando cinco opções chamadas de “sítios”. Nova Comissão é criada em 1953 sob a Coordenação dos generais Caiado de Castro e José Pessoa Cavalcanti, sucessivamente. E em 1956 é publicado o Relatório Belcher feito pela empresa norte-americana Donald J. Belcher And Associates Incorporated, contratada pelo Governo Federal, que confirma em definitivo a escolha do Sítio Castanho (futuro Plano Piloto) como o local da Construção de Brasília. Planaltina deixa de ser opção para sede da Capital Federal. Todas estas comissões hospedaram-se em Planaltina na casa onde hoje é o Museu da Cidade.
Em 2/1/1956 por meio da Lei Municipal nº: 84, o Prefeito Veluziano Antônio da Silva – Seu Luzas – assina a escritura de transferência para o Governo Federal das propriedades incluídas na área que hoje é o Plano Piloto.
Em 1959 durante o Centenário da Emancipação Política de Planaltina, nossa cidade recebeu a visita do Presidente Juscelino Kubitschek. O Prefeito Veluziano A.da Silva, e seu sucessor na Prefeitura, Osvaldo Vaz, conduzem as negociações para a incorporação de nosso território ao futuro Distrito Federal.

IV – Período Brasiliense: Administração Regional(1960 – hoje)

Com a Inauguração de Brasília em 21/4/1960, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores são transferidas para o Povoado de São Gabriel. De lá para a Fazenda Brasília onde surgiria Planaltina de Goiás, proprietária do título de Município que Planaltina-DF perdeu por se integrar ao território brasiliense, definitivamente, a partir de 1969.
Planaltina até 1960 tinha cerca de 2000 habitantes e constituía-se apenas do Setor Tradicional e de uma periferia com casas de palha construídas em torno da Igreja São Vicente de Paula. A atual Rua Piauí onde passam os ônibus separava o Centro desta periferia que depois seria chamada Vila Vicentina. Em 1969 surge o Vale do Amanhecer numa gleba da Fazenda Mestre d’Armas, fundado pela médium Neiva Chaves Zelaya. Em 1971 surge a Vila Buritis (Setor Residencial Leste), que foi planejado pelo arquiteto Dr. Paulo Magalhães. Seu projeto urbanístico foi alterado entre 1977/1979 para inserir as duas ruas comerciais hoje existentes no SRL. Os primeiros moradores do SRL vieram da Vila Tenório, invasão de barraqueiros no Núcleo Bandeirante, cidade construída para abrigar temporariamente os candangos construtores de Brasília. O pessoal do Setor Tradicional era contra. Por isto foi previsto um cordão de isolamento que é o setor de repartições públicas onde estão hoje o Hospital, a Rodoviária, o Estádio Adonir Guimarães, etc.
Com a Nova República em 1985, o DF passa a ser governado por José Aparecido de Oliveira, que faz “vista grossa” a novas invasões de espaços na periferia urbana. Em 1987 assume o Governo do DF o Sr. Joaquim D. Roriz, que também não fiscaliza o surgimento de loteamentos irregulares. Nessa década é que se consolida a ocupação ou Expansão do SRL (Buritis II, III...), surge o povoamento dos setores habitacionais Arapoangas, Mestre d’Armas (Estâncias I a V, Estância Planaltina, etc) e Aprodarmas, que se expandem ao longo da década de 1990. O Jardim Roriz inicia-se também como assentamento populacional organizado pelo próprio GDF. Planaltina hoje tem mais de 180 mil habitantes. Em 40 anos teve um crescimento de quase 9.000 %.
Planaltina ou RA-6 (região administrativa) responde por 65% da produção agrícola e por 85% das terras agricultáveis no DF. Sua Cultura bicentenária é visível a olho nu nos casarios antigos do Setor Tradicional, na Pedra Fundamental, no Morro da Capelinha cujas encenações (Via Sacra) começaram entre 1973/4 e também no Vale do Amanhecer cujo misticismo encanta turistas do mundo todo, além da Festa do Divino Espírito Santo. Há outras atrações como a Estação de Águas Emendadas assim chamada porque lá há o encontro de nascentes que dão origem às Bacias Amazônica, Platina e Sanfranciscana.
Planaltina caminha com um pé no passado, outro no presente e o cérebro? O cérebro ainda não pensa o futuro, pois há infinitos problemas a serem resolvidos como: Regularização fundiária dos mais de 30 condomínios irregulares; Urbanização das áreas periféricas onde falta asfalto, rede de esgoto, energia e água potável; Instalação de serviços públicos (postos de saúde e de polícia, escolas, etc), entre tantos outros que continuam sem solução a curto prazo.


Para saber mais, leiam os livros abaixo:

Mendes, Xiko (Org.); Palavras, Sentimento e Paz, 3ª Antologia da Academia Planaltinense de Letras, Brasília, 2002.
Castro, Mário; A Realidade Pioneira (História de Planaltina), Brasília, Editora Thesaurus, 1986.
Mendes, Xiko (Coord.); Projeto Aluno Escritor/Planaltina, Brasília, Edição da Asefe, 1996.
Meireles, Dilermando; Pimentel, Antônio; História do Planalto, edição da Academia de Letras e Artes do Planalto, Luziânia-GO, 1996.

(Fonte: Academia Planaltinense de Letras)

terça-feira, 17 de junho de 2008


UNB FAZ NOVO VESTIBULAR PARA PLANALTINA, CEILÂNDIA E GAMA

Três cidades do Distrito Federal vão ganhar novos cursos da Universidade de Brasília (UnB) este ano. São 560 vagas para oito graduações, sendo seis delas nos recém-criados campi de Ceilândia e Gama, além de mais dois cursos em Planaltina. As inscrições vão do dia 17 de junho a 6 de julho, exclusivamente pelo site www.cespe.unb.br/vestibular. A taxa de inscrição é de R$ 80,00 e é necessário informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) durante o procedimento. Do total de vagas, 112 são reservadas para o Sistema de Cotas para Negros.
Em Ceilândia, a UnB oferece os cursos de Farmácia (45 vagas), Enfermagem (45), Fisioterapia (45), Gestão de Saúde (60) e Terapia Ocupacional (45).
No campus do Gama, serão oferecidas 240 vagas para Engenharia. A grande novidade é que durante o curso os alunos poderão escolher qual especialidade seguir: Energia, Eletrônica, Automotiva ou de Software. O campus de Planaltina ganha dois cursos noturnos: Gestão Ambiental (40) e Licenciatura em Ciências Naturais (40).
Os candidatos que desejarem solicitar isenção devem preencher o formulário, disponível no site www.cespe.unb.br/vestibular, anexar a documentação necessária e entregá-la nos postos listados no edital entre os dias 9 e 13 de junho, de 8 às 18h (exceto sábados e domingos). O resultado do processo de isenção será divulgado a partir de 17 de junho, no endereço eletrônico da seleção.
Quem não tiver acesso à internet pode se dirigir a um dos quatro postos cadastrados: Campus Universitário Darcy Ribeiro, Instituto Central de Ciências (ICC), ala norte, mezanino – Asa Norte; Campus Universitário de Planaltina, Área Universitária nº 1 – Vila Nossa Senhora de Fátima; Núcleo de Prática Jurídica da Faculdade de Direito da UnB – CNN 1, bloco E, sobreloja – Ceilândia Centro; e Gama – Área Especial, Quadra 1 – Setor Central (antigo Foro do Gama).

INSERÇÃO - Os estudantes classificados no processo seletivo que cursaram pelo menos dois anos do ensino médio em escolas das regiões citadas ao lado (veja ao lado) terão o resultado de cada prova objetiva multiplicado por 1,2. Para garantir o benefício, é necessário entregar os históricos escolares de realização de pelo menos duas séries do ensino médio nas localidades citadas no quadro abaixo, acompanhados de uma declaração ou certificado da escola, atestando que o candidato realizou as séries em escolas situadas nessas localidades.
Os documentos devem ser entregues até 8 de julho, impreterivelmente, na Central de Atendimento do Cespe/UnB, no campus Plano Piloto, ou enviados por meio de Sedex ou carta registrada para o seguinte endereço: Central de Atendimento do CESPE/UnB, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Instituto Central de Ciências, ala norte, mezanino – Asa Norte, Brasília/DF, Caixa Postal 4488, CEP 70904-970. É importante identificar o envelope como: Vestibular (certificado/declaração).

PROVAS – As provas do vestibular ocorrerão nos dias 26 e 27 de julho, com início às 14h. No sábado, serão aplicadas as provas de Língua Estrangeira, com 30 itens, de Linguagens e Códigos e Ciências Sociais, com 120 itens, e de Redação em Língua Portuguesa. No domingo, os inscritos farão prova de Ciências da Natureza e Matemática, com 150 itens. Haverá provas em Brasília, Brazlândia, Ceilândia, Gama, Planaltina, Sobradinho e Taguatinga. Os inscritos terão cinco horas, a cada dia, para realizar as provas.
Os itens do tipo B das provas permanecem com uma pontuação maior. Nesse caso, os candidatos que acertarem a resposta somarão dois pontos a cada item, não havendo critério de apenação para aqueles que errarem. A apenação permanece para os itens do tipo A.

VESTIBULAR 2008 - Campi UnB Ceilândia, Gama e Planaltina
Inscrições: de 17 de junho a 6 de julho, exclusivamente pela internet
Taxa: R$ 80,00
Provas: 26 e 27 de julho
Locais de provas: Brasília (DF), Brazlândia (DF), Ceilândia (DF), Gama (DF), Planaltina (DF), Sobradinho (DF) e Taguatinga (DF)

CAMPUS CEILÂNDIA
Vagas: 240 vagas distribuídas em cinco cursos. Do total, 48 são reservadas ao Sistema de Cotas para Negros

CAMPUS GAMA
Vagas: 240 vagas distribuídas em quatro especialidades de Engenharia. Do total, 48 são reservadas ao Sistema de Cotas para Negros

CAMPUS PLANALTINA
Vagas: 80 vagas, sendo 40 para o curso de licenciatura em Ciências Naturais (noturno) e 40 para o curso de bacharelado em Gestão Ambiental. Para cada curso, 8 vagas são reservadas ao Sistema de Cotas para Negros.

(Fonte: www.secom.unb.br/releases)

quinta-feira, 5 de junho de 2008


PRIMEIRO LOTE DE RESTITUIÇÃO DO IR TERÁ IDOSOS E QUEM DECLAROU ANTES
(Fonte: www.correiobraziliense.com.br)

A Receita Federal do Brasil vai liberar às 8h da próxima segunda-feira a consulta ao primeiro lote de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física 2008 (ano-base 2007). Para saber se terá a restituição liberada, o contribuinte poderá acessar a página da Receita (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para 146. É preciso informar apenas o CPF (Cadastro de Pessoa Física).
Nesse lote foram liberadas 1.379.175 restituições, totalizando R$ 1,7 bilhão. O lote inclui todos os contribuintes amparados pelo Estatuto do Idoso que não apresentaram pendências nas declarações, além dos contribuintes que entregaram as declarações nos primeiros dias.
Os valores estarão disponíveis para o contribuinte no dia 16. O montante a restituir encontra-se acrescido de 1,88%, correspondente à variação da taxa Selic do mês de maio e de mais 1% referente ao mês de junho.
Quem não informou o número da conta para crédito da restituição deverá se dirigir a uma das agências do Banco do Brasil, ou ligar para qualquer agência do BB. A consulta ao extrato de processamento da declaração poderá ser feita na internet (www.receita.fazenda.gov.br). Neste ano, serão sete lotes, pagos entre junho e dezembro. O prazo de declaração do IR 2008 se encerrou no início de maio. A Receita Federal recebeu 24,2 milhões de declarações. Foram 23,907 milhões pela internet e cerca de 300 mil em formulário.
Quem não declarou dentro do prazo pagará multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido. A entrega para os atrasados ocorre também no site da Receita --o valor da multa sobe 1% a cada mês. No ano passado, foram recebidas 740 mil declarações atrasadas.

Confira as datas do pagamento de cada lote:

1° Lote: 16 de junho
2° Lote: 15 de julho
3° Lote: 15 de agosto
4° Lote: 15 de setembro
5° Lote: 15 de outubro
6° Lote: 17 de novembro
7° Lote: 15 de dezembro

terça-feira, 3 de junho de 2008


UM BREVE PASSEIO PELA HISTÓRIA (MISSÃO CRULS/PLANALTINA)
(Fonte: www.correioweb.com.br)

Quem acha que a história do Distrito Federal começa em 21 de abril de 1960, engana-se. Em 1892, a expedição Cruls, a mando do presidente Floriano Peixoto, veio ao Planalto Central estudar a área onde deveria ser erguida a capital do país. O grupo de 22 homens, chefiado por Luiz Cruls, passou por Planaltina, que à época chamava-se Mestre D’Armas.
Perto da modernidade de Brasília, Planaltina é o próprio vestígio do passado. Há casarões do século 18 nas ruas estreitas da cidade. Por ali passaram os homens da Missão Cruls, que em 1892, estiveram no Centro-Oeste, estudando a região. À época o local chamava-se Vila Mestre D’Armas por causa de um armeiro que morava lá. Em 1917, o nome da cidade mudou para Planaltina. Quando Brasília foi criada, o município goiano foi incorporado ao Distrito Federal. Na praça Coronel Salviano Monteiro Guimarães está o Museu Histórico e Artístico de Planaltina. O prédio do museu já foi a casa da família Guimarães, influente na cidade e na região. A mobília e os pertences da família estão expostos aos visitantes (resta saber onde!). Entre os objetos, o primeiro piano trazido para Goiás. Na praça São Sebastião Mestre D’Armas está a Igreja de São Sebastião, construída em 1870, em estilo colonial.
Há nove quilômetros de Planaltina, no Morro do Centenário, está fincada a pedra fundamental de construção da Capital da República. O monumento, erguido em 1922, a mando do presidente Epitácio Pessoa, marca o centro geográfico da América do Sul. É composto por 33 pedras de concreto, que representam os 33 primeiros anos da República (de 1889 a 1922). Para inaugurá-lo, no dia 7 de setembro de 1922, o então presidente e a comitiva vieram do Rio de Janeiro para cá em 15 caminhões. Sessenta anos depois, em 1982, o Governo do Distrito Federal decretou o tombamento provisório da Pedra Fundamental.

domingo, 1 de junho de 2008


FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO DE PLANALTINA RECEBE CERCA DE 30 MIL FIÉIS
(Fonte: www.cruzeiro.df.gov.br)

O governador José Roberto Arruda manteve, na manhã do dia 10/05, a tradição de visitar a festa do Divino Espírito Santo de Planaltina. O acontecimento, que já tem tradição centenária, celebra o dia de Pentecostes, sempre comemorado 50 dias após a Páscoa. Durante toda a manhã pelo menos 10 mil fiéis caminharam pelas ruas, rezaram e cantaram. O ponto alto do dia foi o encontro das folias que representam as quatro paróquias da cidade (São Sebastião, São Vicente de Paulo, Nossa Senhora do Calvário e Santa Rita de Cássia) e a que vem do campo, a Folia Rural, em frente à Praça Padre Antônio.
“O que essa festa traz de mais bonito é a devoção do povo. O encontro das bandeiras é muito bonito e é uma demonstração da fé e da emoção coletiva dos fiéis de Planaltina. É muito importante preservar essas tradições e o que eu puder fazer para preservá-las, vou fazer”, garante Arruda. As celebrações começaram logo cedo com o passeio das folias pelas ruas da cidade, parando nas casas dos festeiros, moradores que abriam suas portas para os fiéis e os ofereciam comida e um altar. Em cada parada, o Espírito Santo era exaltado com vivas por todos.
Depois do encontro das bandeiras, os foliões recebem o almoço, que já tem um cardápio tradicional. São servidos gueroba com carne de porco, almôndega, carne de panela, arroz, feijão e salada. “A tradição do encontro das folias começou porque a cidade foi crescendo e ganhando novas paróquias. É uma forma de o povo mostrar sua união e caridade, já que cada um colabora como pode”, explica o administrador de Planaltina, Aylton Gomes.
A festa do divino Espírito Santo sempre começa a ser organizada no Dia de Pentecostes do ano anterior. “Quando a missa de domingo é celebrada, o padre já anuncia os imperadores e foliões de rua para o ano seguinte. E para mim é a realização de um sonho fazer parte disso tudo”, explica, emocionada, Maria Luci, que como imperatriz é responsável, junto com seu marido e o outro casal eleito, por organizar a folia deste ano.
E as comemorações não ficam somente entre os mais velhos. Crianças e jovens são vistos acompanhando as folias e esperando na praça do encontro pela chegada das bandeiras. Um exemplo disso é o grupo do Espaço Musical Antônio Limeira, que leva para festa 37 alunos de escolas públicas tocando instrumentos de sopro e percussão. “Os meninos e meninas têm entre 9 e 18 anos e vêem na festa uma forma de mostrar para a comunidade o que estão aprendendo. Os jovens estão sempre interessados em participar da folia e se interessam mais pela música”, explica Israel Colonna, músico formado pela Universidade de Brasília que dá aulas na rede pública de ensino, em Planaltina.

quarta-feira, 21 de maio de 2008


UM POUCO MAIS SOBRE PLANALTINA

Planaltina é uma das regiões administrativas mais antigas do atual Distrito Federal (em agosto completará 149 anos), com 1534 km² e aproximadamente 234 mil habitantes. Originalmente um município goiano, teve parte de seu território integrado ao novo Distrito Federal, quando da transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, em 1960. As primeiras abordagens nessa cidade datam da metade do século XVIII, onde ela passa a ser cursada como caminho da estrada real, empregada para o escoamento de ouro e arrecadação de dízimos territoriais à coroa.
No ano de 1892, acontece um fato que ligará definitivamente Planaltina a Brasilia: trata-se da vinda da Comissão Cruls que realizou os primeiros estudos para a implantação da futura Capital Federal no Planalto Central. O então Presidente da República, Epitácio Pessoa, baixou o Decreto nº 4494 de 18 de janeiro de 1922, determinando o assentamento da Pedra Fundamental - 7 de setembro de 1922, onde ali pretendia construir a futura capital do Brasil. Em ensejo da aposição do DF em artefato da municipalidade de Planaltina, a partir do dia 20 de abril de 1960, data da inauguração de Brasília como Capital do Brasil, Planaltina teve seu território desmembrado em duas partes, permanecendo sua sede dentro da extensão do Distrito Federal, ajuntada à estrutura administrativa que se implantou, na categoria de Cidade Satélite do DF, perdendo assim a sua autonomia Política a Administrativa. A outra parte do município que ficou fora do quadrilátero do DF continuou a pertencer ao Estado de Goiás e sua nova sede recebeu o nome de Planaltina de Goiás, popularmente conhecida com Brasilinha.
Planaltina é uma localidade abastada em tradição popular. Folias do Divino e de Reis fazem parte dos costumes preservados.






Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Planaltina_(Distrito_Federal)

terça-feira, 20 de maio de 2008


O QUE É TURISMO SEXUAL
(Mariana Branco)
Do correiobraziliense.com.br

O turismo sexual é um inimigo complexo. Tradicionalmente se manifesta em regiões onde existem, de forma conjugada, atividade turística e populações carentes. Nem sempre é crime, só quando envolve menores de idade e redes de exploração da prostituição. Mas, ocorrendo ou não em modalidades passíveis de punição na Justiça, a prática traz conseqüências nefastas para os locais onde se instala. Estigmatiza essas áreas como paraísos sexuais, reduz a demanda turística de outros tipos e, diversas vezes, está ligada a práticas ilícitas como tráfico internacional de pessoas e tráfico de drogas.
O turista interessado em sexo pode viajar por conta própria ou assessorado por uma das muitas redes organizadas existentes - agências de turismo nos países desenvolvidos promovem viagens para fins sexuais, por exemplo, e há também serviços de agenciamento nos países onde os programas acontecem. Pode haver prostituição explícita ou uma relação romantizada, em que o turista presenteia a parceira ou parceiro. Há menores e maiores de idade de ambos os sexos envolvidos na prática, mas as meninas e mulheres são mais freqüentemente a mercadoria desse comércio lucrativo. Pobres, recebem uma parte ínfima do volume de dinheiro que o turismo sexual movimenta - não há estimativa oficial de quanto seja, mas o número toca a casa dos bilhões de dólares.
O Código de Ética Mundial para o Turismo, da Organização Mundial de Turismo (OMT), condena em seu Artigo 2 a exploração dos seres humanos sob todas as suas formas, principalmente sexual e especialmente no caso de crianças. Segundo o documento, esse tipo de prática “vai contra os objetivos fundamentais do turismo e constitui sua própria negação” e, portanto, deve ser “rigorosamente combatida”, com a colaboração “quer dos países visitados, quer dos países de origem dos atores desses atos”.
A OMT e órgãos públicos dos países - incluindo o Ministério do Turismo, no Brasil -preferem não usar o termo “turismo sexual”, pois entendem que ele equipara a prática às demais modalidades de turismo, consideradas legítimas e desejáveis - turismo cultural, turismo de negócios, turismo rural, turismo de aventura. A definição mais utilizada pelas instâncias públicas para se referir a esse tipo de atividade é “exploração sexual por meio do turismo”.