sexta-feira, 26 de abril de 2013
domingo, 24 de março de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
PLANALTINA (DF) – CULTURA QUE TEM HISTÓRIA
por Silvana Losekann
Na manhã do dia 23 de fevereiro, às 10h, aconteceu no auditório da
Faculdade de Planaltina (FUP), o III Seminário Cultura e Patrimônio Histórico
em Planaltina 2013. Organizado pela Associação dos Amigos do Centro Histórico
de Planaltina, pela Rádio Utopia FM e pelo Programa de Extensão Comunicação
Comunitária da Universidade de Brasília (UnB), o evento, que possui como
objetivo conseguir apoio de autoridades políticas para a proteção do patrimônio
histórico e cultural da cidade, contou com a presença de representantes do
poder público como membros do IPHAN, do Arquivo Público, deputados e
especialistas na área de turismo, museologia e história, e membros da
comunidade.
O seminário começou com homenagem ao professor Delfino Domingos, autor
da letra do Hino de Planaltina, falecido em 21 de fevereiro deste ano. O evento
foi dividido entre a mesa de abertura, com todas as autoridades presentes, e
três mesas técnicas, nas quais professores especializados em patrimônio e
história mostraram o potencial de recursos ambientais e da região e explicaram
o potencial cultural e histórico de Planaltina. Por fim, foi lida a Carta em
Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico de
Planaltina – DF. Esta carta, que sugere às autoridades que a Região Administrativa
de Planaltina seja considerada parte de Programas Federais e Distritais de
Preservação e Revitalização do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e
Ambiental; existe desde 2009. Foi feita pelos organizadores do Seminário
que, a partir de Audiência Pública realizada para a defesa do patrimônio
histórico da cidade, participam também de Comissão criada para tomar
providências em relação ao tombamento e conservação do Centro Histórico da
cidade.
Simone Alves é fundadora da Associação dos Amigos do Centro Histórico,
organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), fundada em 2007,
por moradores de Planaltina. Sem ajuda do governo, eles buscam por meio de
seminários e eventos de pequeno porte, como exposições, chamar a atenção da
população para a preservação do cento histórico. A associação também recebe
auxílio do programa de extensão da UnB Comunicação Comunitária.
A professora da Faculdade de Jornalismo da UnB, Juliana Soares Mendes, é
participante do programa comunicação comunitária e explica a responsabilidade
da Faculdade de Planaltina (FUP) no seminário: “A FUP dá o apoio de
logística ao evento, como o empréstimo do auditório. Junto com Comunicação
Comunitária, somos parceiros na preservação dos patrimônios de Planaltina,
pensando no histórico e cultural mas também no ambiental. Ajudamos no
intermédio para se conseguir recursos para esses eventos e na articulação
desses movimentos com o poder público. Por exemplo, como agora que está
acontecendo a restauração da igrejinha de São Sebastião“.
Os problemas relatados no Seminários referem-se a sons de carros e
festas, além da depredação humana e ações do tempo que estão danificando a
estrutura dos prédios centenários. A Igreja de São Sebastião, por exemplo, faz
parte do centro histórico da cidade, formado também por casas centenárias,
feitas ainda da mistura de barro e palha das paredes, argamassa utilizada no
período colonial. No centro do Setor Tradicional de Planaltina, encontra-se a
Praça Coronel Salviano Monteiro Guimarães, a Pracinha, que abriga o Museu
Histórico e Artístico de Planaltina, prédio que data do século XIX e recebe
constantes exposições e mostras de artistas locais. Além disso, a Academia
Planaltinense de Letras, que tem 12 anos, também fica na Pracinha, e produz
eventos culturais como saraus de música e poesia, apresentações teatrais e
informativo de edições trimestrais sobre sua produção. No espaço da praça
existe ainda a realização de feiras de artesanato local, festas populares e
shows, como ocorreu também no último sábado, dia 23, o Festival Grito do Rock,
que reuniu bandas nacionais e internacionais.
Estavam
presentes a deputada distrital Arlete Sampaio (PT-DF), e o deputado distrital
Cláudio Abrantes (PPS-DF), que encenou a Paixão de Cristo de Planaltina durante
10 anos, presidente da frente parlamentar em Defesa da Cultura. Os dois
enfatizaram a inclusão de Planaltina como rota de turismo em Brasília, por
proporcionar tamanha cultura e história.
Nilvan Vasconcellos, administrador de Planaltina, disse que já existe
projeto para Complexo Cultural de Planaltina, com 1220 m² e lugar para 300
cadeiras. No entanto, o local aguarda aprovação e verba para ser construído.
Ao fim, para
os inscritos, houve sorteio de Licor de Jenipapo produzido por produtores
locais.
Saiba mais sobre Planaltina e sua cultura
por Brunna Ribeiro
Planaltina existe há 153 anos. Na sua história, ela contribuiu para a
formação do Distrito Federal: uma parte de seu território foi tomada para se
constuir a nova capital federal. Tanto é que em Planaltina existe a Pedra
Fundamental da criação de Brasília, fincada em 1922, na comemoração do
centenário da Independência brasileira de Portugal.
Apesar do descaso com o patrimônio, parte de seu tesouro material e
imaterial ainda é preservado. Pentecostes da Igreja Católica, festa que
simboliza a vinda do Espírito Santo aos Apóstolos depois da morte de Jesus. A
comemoração em Planaltina preserva o costume português de caminhar pelas ruas
da cidade ao som de músicas religiosas. Em 2012, a festa comemorou 130 anos e
250 pessoas a prestigiaram.
A mais famosa Via Sacra encenada no DF já tem 40 anos e é realizada na
região de Planaltina, no Morro da Capelinho, na BR DF 230. Em 2012 o público
foi estimado em 70 mil pessoas. Outra atração cultural é a Catira, dança
do folclore brasileiro, em que o ritmo musical se faz pela batida dos pés e
mãos é bastante tradicional na cidade, fato que levou a festa da Folia de Reis
a ser realizada em 2011 na cidade. Há também o tesouro natural da Estação
Ecológica Águas Emendadas, que é onde nascem duas importantes bacias
brasileiras, a Amazônica e a Platina, além de dispersar cursos de água que
desaguarão em rios e córregos.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
E AÍ, DOUTOR?...
por Joésio
Menezes
Está
cada vez mais difícil cuidar da saúde. Procurar os hospitais públicos ou as
clínicas particulares dá na mesma, ou seja, descaso para com as nossas vidas e
um péssimo atendimento por parte de quem nos recebe.
Em
07 de dezembro próximo passado procurei uma clínica particular em Planaltina-DF,
o Centro Clínico CDC. Por telefone,
a atendente me disse que não precisaria marcar consulta. Disse-me ela, ainda,
que o atendimento era realizado por ordem de chegada e que o médico começaria a
atender a partir das 14 horas. Cheguei à clínica às 13h40 e já havia 04 pessoas
aguardando para se consultarem com o mesmo especialista que eu. Exatamente duas
horas depois de mim o médico chegou. Às 16h30 fui atendido. Em mais ou menos 15
minutos de conversa com médico, ele solicitou-me um tal de “urofluxograma”. A partir
daí começamos (minha esposa e eu) uma outra peregrinação: encontrar um lugar que
fizesse o tal exame. Pela internet, minha esposa encontrou somente duas
clínicas que faziam o exame que me fora pedido. Fui à que ficava mais próximo
da minha casa (cerca de 40 km de distância).
Exame
feito, retornei ao Centro Clínico CDC
na sexta feira, dia 21/12, para mostrar o resultado ao médico que me atendera
14 dias antes. Lá chegando, fui informado que o “doutor” não estaria atendendo
naquele dia. Disse-me a moça que ele pediu que seus pacientes retornassem
quarta-feira, dia 26, a partir das 9 horas da manhã.
Às
9 horas e 15 minutos do dia 26/12 eu já me encontrava no interior da clínica aguardando
o médico, que às 11 horas ainda não havia chegado. Àquela altura os pacientes
estavam impacientes, principalmente eu. Resolvi, então, perguntar à atendente a
que horas o doutor iria nos atender, e ela disse que o médico já estava a
caminho. Pediu-nos a moça que tivéssemos um pouco mais de paciência, o que
provocou em mim indignação pelo desrespeito para com todos que, “pacientemente”,
aguardavam pelo médico há quase 4 horas (alguns pacientes chegaram antes das
8). Ironizei perguntando se ele estaria vindo no lombo de uma tartaruga. Perguntei,
ainda, se não havia outro médico que pudesse nos atender. Quando a moça - já
sem graça por causa das tantas desculpas esfarrapadas que era obrigada a nos
dar – se preparava para responder-me, um senhor de nome JULIANO FALCÃO interveio
e disse à jovem: “já que ele está insatisfeito, devolva-lhe o dinheiro e mande-o se retirar
daqui”. Disse isso e, covardemente, retirou-se do local antes que eu
desse uma resposta à altura da sua grosseria e da sua falta de compromisso para
com todos que ali aguardavam a chegada do médico, o que aconteceu somente às 11
horas e cinquenta minutos.
Enquanto
aguardávamos ser atendidos, desabafávamos uns com os outros acerca da insensibilidade
e da deseducação daquele senhor (se é que ele algum dia teve educação!). Elogiávamos
a excelente estrutura física da clínica, porém, criticávamos o descaso e a
falta de profissionalismo daquela instituição. Foi aí que fiquei sabendo o nome
daquele indivíduo que sugeriu a devolução do meu dinheiro e a minha saída do
local, e que ele era o proprietário do Centro
Clínico CDC. Surpreso, indaguei o que aquele sujeito estaria fazendo ali,
pois lidar com pessoas requer um mínimo de “jogo de cintura”, coisa que ele
jamais saberá do que se trata. Comentei, inclusive, que os Veterinários têm
mais carinho e atenção com os seus pacientes que aquele senhor, que insiste em
lidar com gente.
Ao meio dia e meia
fui, finalmente, atendido.
Exatamente
às 12h45 o médico me liberou, e quando eu descia as escadas QUE davam para a
recepção, deparei-me com uma senhora que, indignadíssima, reclamava a uma
atendente que seu marido, cego, chegara ali às 7 e meia da manhã para o biopsia
e até aquela hora ninguém o havia atendido.
É!...
pelo visto, o compromisso profissional daquele senhor que sugeriu a devolução
do meu dinheiro está, paradoxalmente, relacionado tão somente aos cifrões.
sábado, 8 de dezembro de 2012
VII ENCONTRO ARTÍSTICO E CULTURAL DA
ACADEMIA PLANALTINENSE DE LETRAS (APL)
Já
passava das 20 horas quando o mestre de cerimônia deu início ao VII ENCONTRO
ARTÍSTICO-CULTURAL da Academia Planaltinense de Letras (APL), realizado ontem,
sexta-feira (07/12), no Salão de Festas do Casarão Hotel.
Pouco
mais de vinte convidados estiveram presentes ao evento, mas como sempre diz o
poeta Vivaldo Bernardes de Almeida (patrono da Cadeira 34 da APL), “o que
importa não é a quantidade de pessoas na plateia, mas sim a qualidade do
público presente ao evento”. E pensando nisso, os poetas Adenir de Oliveira,
Elton Queiroz, Joésio Menezes, Kora Lopes, Luis Felipe Vitelli, Mário Castro, Wilson
de Jesus e Xiko Mendes, inspirados, “mandaram bem” na declamação de poesias, o
que provocou alguns suspiros saudosos e apaixonados entre os presentes. O poeta
formosense Vanilson Reis (titular da cadeira 12 da APL) também esteve lá,
porém, por motivos de saúde, não participou das declamações.
E
como já é tradição nos saraus realizados pela APL, a música também fez parte da
programação, que contou com Marcos Alagoas (voz e violão), Gersinho (violão) e
Cristiano (cajón) - abrindo o primeiro bloco de músicas – e Nenzinho (voz e
violão), que contou com a participação especial de Cristiano (voz e cajón) para
encerrar, com “chave de ouro”, o VII ENCONTRO ARTÍSTICO E CULTURAL da Academia
Planaltinense de Lestras.
Apesar
dos imprevistos e dos improvisos de última hora, aos organizadores ficou a
sensação de “dever cumprido”. Já ao seleto grupo de espectadores ficou o desejo
de outros saraus regados a música e poesia.
Em nome da Academia Planaltinense de Letras (APL), agradeço a valiosa colaboração dos amigos GERALDO RAMIERE, LUÍS FELIPE VITELLI e CRISTIANO, sem os quais seria quase impossível a realização do evento.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
UM BANCÁRIO REFÉM DOS SEUS SONHOS
Num
tempo em que os jovens estão trocando os livros pela internet e pelos jogos
eletrônicos, alguns sonhadores “anônimos” ainda insistem em escrever, publicar
e lançar livros. Mas como bem disse Elleanor Roosevelt, “o futuro
pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos”.
E é assim que também pensa o
planaltinense Ricardo Santana, bancário aposentado e autor do livro O Bancário
Refém, fruto das experiências por que passou desde a adolescência - quando
sonhava ser aprovado num concurso público - até o dia em que, ao lado de alguns
colegas do Banco do Brasil, viveu um episódio traumático e inesquecível,
episódio este responsável pela sua aposentadoria precoce.
Mesmo
depois do trauma e do seu involuntário afastamento do trabalho, Ricardo Santana
jamais abandonou seus sonhos (ou teriam sido seus sonhos que não o
abandonaram?), e prova disso é a obra literária que ele trouxe a lume na noite
do dia 09 de novembro (sexta-feira), no auditório do Centro Educacional Delta. Diante
de dezenas de amigos e parentes, Ricardo promoveu uma NOITE DE AUTÓGRAFOS ao
som do grupo musical Cordas Vivas, que proporcionou aos convidados uma noite
agradabilíssima regada a um variado repertório de MPB.
Em
seu discurso de agradecimento, Ricardo Santana revelou que o livro O Bancário
Refém é apenas uma parte dos seus sonhos. A outra parte é o Projeto de Incentivo
à Leitura, que ele pretende colocar em prática tão logo consiga parceiros que
estejam dispostos a encarar esse desafio.
Se “tudo o que um sonho precisa
para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado” (Roberto Shinyashiki), então o agora escritor Ricardo Santana está no caminho
certo.
Assinar:
Postagens (Atom)














