MOSTRA ITINERANTE DO FICA
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
EXPOSIÇÃO “QUANDO AQUI ERA SERTÃO”
Para celebrar a abertura da exposição, foi servido aos convidados um coquetel. E enquanto os presentes ao evento degustavam deliciosos salgadinhos, os rapazes do grupo musical Riacho de Maná presenteavam a plateia com o melhor da MPB.
E ainda há quem diga que em Planaltina não existe Cultura!...
A verdade tem que ser dita: em Planaltina tem muita gente “fazendo cultura” sim, e de boa qualidade!... O que está faltando mesmo é público para prestigiá-la.
sábado, 14 de agosto de 2010
APL E GERÊNCIA DE CULTURA DE PLANALTINA PROMOVEM NOITE DE AUTÓGRAFOS

A Academia Planaltinense de Letras – APL, em parceria com a Gerência de Cultura de Planaltina, promoveu uma NOITE DE AUTÓGRAFOS memorável, regada a música, poesia e muita gente bonita.
O evento, que fez parte da Programação Cultural em comemoração ao 151º aniversário de Planaltina, foi realizado na última sexta-feira, 13 de agosto, no quintal do Museu Histórico e Artístico da cidade, onde reuniram-se vários convidados para prestigiarem o lançamento dos livros O Taxista (Geralda Vieira), Páginas Planaltinenses (Joésio Menezes), Elas e Meus Acrósticos (Joésio Menezes) e Andréa em Versos (Vivaldo Bernardes).
Os presentes ao evento deleitaram-se com as canções do grupo musical RIACHO DE MANÁ (do qual é integrante o acadêmico Marcos Alagoas), encarregado de animar a noite, e com as poesias recitadas pelos poetas Vanilson Reis, Xiko Mendes, Vivaldo Bernardes, Aurenice Vítor, Joésio Menezes e Luis Felipe Vitelli.
Também subiu ao palco o cantor e compositor planaltinense, Zenaldo Paixão, que presenteou o público com sua belíssima voz e um variado e refinado repertório de grandes nomes da MPB. Mas as surpresas não pararam por aí: o Gerente de Cultura de Planaltina, Pedro Paulo Pepa, foi ao palco e fez um dueto com Gersinho, componente do grupo Riacho de Maná, mostrando-nos a todos o seu talento como cantor e provando que “Cultura se faz em casa”.
Já passava das 22 horas quando se deu o encerramento do evento, mas mesmo assim alguns convidados permaneceram no local conversando entre si e com as “estrelas da noite” sobre o sucesso da festa e outros assuntos quaisquer.
Ficou no coração de todos (escritores, poetas, cantores e plateia) aquele “gostinho de quero mais” e o desejo de outros eventos desse porte.
O evento, que fez parte da Programação Cultural em comemoração ao 151º aniversário de Planaltina, foi realizado na última sexta-feira, 13 de agosto, no quintal do Museu Histórico e Artístico da cidade, onde reuniram-se vários convidados para prestigiarem o lançamento dos livros O Taxista (Geralda Vieira), Páginas Planaltinenses (Joésio Menezes), Elas e Meus Acrósticos (Joésio Menezes) e Andréa em Versos (Vivaldo Bernardes).
Os presentes ao evento deleitaram-se com as canções do grupo musical RIACHO DE MANÁ (do qual é integrante o acadêmico Marcos Alagoas), encarregado de animar a noite, e com as poesias recitadas pelos poetas Vanilson Reis, Xiko Mendes, Vivaldo Bernardes, Aurenice Vítor, Joésio Menezes e Luis Felipe Vitelli.
Também subiu ao palco o cantor e compositor planaltinense, Zenaldo Paixão, que presenteou o público com sua belíssima voz e um variado e refinado repertório de grandes nomes da MPB. Mas as surpresas não pararam por aí: o Gerente de Cultura de Planaltina, Pedro Paulo Pepa, foi ao palco e fez um dueto com Gersinho, componente do grupo Riacho de Maná, mostrando-nos a todos o seu talento como cantor e provando que “Cultura se faz em casa”.
Já passava das 22 horas quando se deu o encerramento do evento, mas mesmo assim alguns convidados permaneceram no local conversando entre si e com as “estrelas da noite” sobre o sucesso da festa e outros assuntos quaisquer.
Ficou no coração de todos (escritores, poetas, cantores e plateia) aquele “gostinho de quero mais” e o desejo de outros eventos desse porte.







quinta-feira, 12 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
“FESTIVAL DE WOODSTOCK” NA PRAÇA DO ESTUDANTE
O Planaltina Rock Festival, realizado na noite de quinta-feira, dia 03/06, transformou a Praça do Estudante (ao lado do Centrão) num verdadeiro Woodstock planaltinense tendo em vista a aglomeração das mais variadas “tribos”, com os seus mais diversos estilos, que prestigiaram o show dos artistas que lá se apresentaram.Ao todo foram dez bandas da cidade (1ooAmart, Band'aid, Jazahu, Ventanean, Gilbertos Come Bacon, Zilla, The Nóis, Sacerdócyo, Anacruse e Escalla Evollutiva), além da cantora brasiliense Célia Porto, que levaram o público ao delírio com Pop Rock, Heavy Metal, Hip Hop, Punk e, para acalmar um pouco os ânimos, MPB (na belíssima voz e interpretação de Célia Porto).
Mais uma vez a Gerência de Cultura da Administração Regional de Planaltina esteve á frente do evento, que fez parte do projeto Cultura Viva, cujos organizadores, numa ideia ousada, resolveram mesclar rock pesado com MPB e Poesia. Porém, mais ousados, foram os poetas Luiz Felipe Vitelli, Raquel e Joésio Menezes, que aceitaram o convite e subiram ao palco nos intervalos de uma banda e outra, justamente quando os ânimos dos jovens roqueiros estavam bem exaltados.
Segundo Joésio, o risco de serem vaiados (o que felizmente não aconteceu) ao subirem num palco de roqueiros para recitarem poesia era muito grande, mas valeu a pena, pois os poetas lá estavam “infiltrados”, mais uma vez, em prol da construção da Casa de Cultura de Planaltina. E que seja dita a verdade: os garotos da platéia comportaram-se muito bem durante o evento
Que venham outros festivais de Rock mesclado com poesia!... Os jovens planaltinenses estão preparados para este tipo de evento!









quinta-feira, 27 de maio de 2010
PLANALTINA ROCK FESTIVAL
No dia 03/06/2010, quinta-feira (feriado de Corpus Cristis), na Praça do Estudante (ao lado da rodoviária), a partir das 18 horas, acontecerá o Planaltina Rock Festival, com a participação de 09 bandas da cidade. São elas: 1ooAmart, Band'aid, Jazahu, Ventanean, Gilbertos Come Bacon, Zilla, The Nóis, Sacerdócyo e Escalla Evollutiva. Esse será o primeiro grande passo para a cultura de Planaltina, e espero não seja o último.
No dia 03/06/2010, quinta-feira (feriado de Corpus Cristis), na Praça do Estudante (ao lado da rodoviária), a partir das 18 horas, acontecerá o Planaltina Rock Festival, com a participação de 09 bandas da cidade. São elas: 1ooAmart, Band'aid, Jazahu, Ventanean, Gilbertos Come Bacon, Zilla, The Nóis, Sacerdócyo e Escalla Evollutiva. Esse será o primeiro grande passo para a cultura de Planaltina, e espero não seja o último.

Compareçam e prestigiem nossos artistas!!!
terça-feira, 18 de maio de 2010
ARTISTAS PLANALTINENSES REÚNEM-SE EM PROL DA CASA DE CULTURA
Na noite do último sábado, dia 15/05, músicos e poetas da cidade reuniram-se no estacionamento da UnB (campus Planaltina) e juntos promoveram uma noite regada a Rock, Dança do Coco e Poesia.
O evento fez parte do projeto Cultura Viva, organizado pela Gerência de Cultura da Administração Regional de Planaltina, e teve como principal objetivo um MANIFESTO CULTURAL com “abaixo-assinado” em prol da construção da CASA DE CULTURA da cidade.
Os espectadores que se fizeram presentes no evento dançaram, pularam e se divertiram ao som das bandas Escala Evolutiva, Band-Aid, Caliandra, Anacruse, Jazahu e do Grupo Cokumã. Entre uma apresentação musical e outra, revezaram-se no palco os poetas Arnaldo Bahia, Luiz Felipe Vitelli e Joésio Menezes (da Academia Planaltinense de Letras), além do Gerente de Cultura, Pepa, que também resolveu dar uma “palhinha”.
O evento contou com o apoio da Rádio Utopia, da UnB, do Portal Planaltina e da Gerência de Cultura da Administração Regional de Planaltina.



quinta-feira, 13 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Cerca de 80 pessoas, entre funcionários da Administração Regional de Planaltina e moradores da cidade, participaram da posse do novo administrador na manhã da última quarta-feira (dia 28/04) no auditório da administração.
Geremias Antonio Lopes irá ocupar o gabinete no lugar de Manoel Abadia Sobrinho depois de exercer por três anos funções de chefia na Divisão de Obras da Administração Regional de Planaltina. Manoel Abadia, a convite do Governador Rogério Rosso, preencherá o lugar de Secretário Adjunto da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal.
Em tom emocionado, o agora secretário adjunto agradeceu pelo período em que esteve à frente de Planaltina. “Deus abençoou e conseguimos mudar de forma positiva a cara da cidade” - disse Manoel, que aproveitou para desejar sorte ao novo gestor.
Geremias Lopes se comprometeu a dar continuidade ao trabalho realizado ao longo dos últimos três anos e propôs que cada funcionário assuma a sua parcela na busca de uma Planaltina cada vez melhor. “Quando um barco é movido a motor, uma única pessoa pode conduzi-lo. Mas eu vejo essa Administração como um grande barco a remo e quero que todos remem comigo”, metaforizou o novo administrador.
Entra Administrador, sai Administrador, mas os problemas de Planaltina continuam aí, a céu aberto e a olhos nus. Problemas estes somente vistos pelos governantes quando se chegam as eleições, época em que pessoas cheias de “boas-intenções” se aproximam para prometerem “isso e aquilo aos moradores da cidade”. Época em que os “filhos” de Planaltina com residência fixa nos Lagos Norte e Sul e no Plano Piloto voltam á cidade para fazerem campanha.
Há anos, todos aqueles que passaram por aqui pedindo votos e fazendo promessas vêm falando numa tal “Casa da Cultura”. E há anos estamos esperando a sua construção. Também há anos os “sem-teto” planaltinenses (Grupo via Sacra, Grupo Teatral Senta que o Leão é Manso, a Academia Planaltinense de Letras, Grupo Kokuman e muitos outros) estão esperando um lugarzinho para se acomodarem. Enfim, há anos estamos de “saco-cheio” com promessas que nunca foram nem serão cumpridas.
Abramos nossos olhos, planaltinenses!!!
terça-feira, 27 de abril de 2010
CALDOS, MÚSICA E POESIA

Na noite do último sábado (dia 24/04), reuniram-se na casa da poetisa Aurenice Vítor , na quadra 01 do Arapoangas, os poetas Gelly Fritta, Joésio Menezes e Wilson Gonçalves, além do cantor Antonio Vítor (irmão da anfitriã), para a realização de um Sarau Poético em homenagem ao aniversário da dona da casa.

Enquanto no céu a Lua sorria aos seus admiradores, na Terra os convidados da aniversariante deliciavam-se com a poesia dos vates que revezavam-se durante o recital.
O pequeno, porém seleto, grupo de espectadores emocionou-se com os versos dos poetas Aurenice e Wilson, mas o ponto alto da noite ficou por conta do “desafio” poético entre Gelly Fritta e Joésio Menezes, que, verso a verso, encenaram uma “disputa” apaixonada e apaixonante pelo carinho um do outro e pela atenção dos presentes.
Antes do fim da noite, os convidados ainda puderam deleitar-se com MPB de boa qualidade, na voz grave do cantor Antonio Vítor.

Foi uma noite saudável tanto para corpo quanto para a alma dos que ali se fizeram presentes. Para o corpo porque durante o recital os convidados degustavam alguns deliciosos caldos; para a alma porque a fusão entre música e poesia é o melhor remédio para acalmar os mais exaltados espíritos, as mais angustiadas almas.

Na noite do último sábado (dia 24/04), reuniram-se na casa da poetisa Aurenice Vítor , na quadra 01 do Arapoangas, os poetas Gelly Fritta, Joésio Menezes e Wilson Gonçalves, além do cantor Antonio Vítor (irmão da anfitriã), para a realização de um Sarau Poético em homenagem ao aniversário da dona da casa.

Enquanto no céu a Lua sorria aos seus admiradores, na Terra os convidados da aniversariante deliciavam-se com a poesia dos vates que revezavam-se durante o recital.
O pequeno, porém seleto, grupo de espectadores emocionou-se com os versos dos poetas Aurenice e Wilson, mas o ponto alto da noite ficou por conta do “desafio” poético entre Gelly Fritta e Joésio Menezes, que, verso a verso, encenaram uma “disputa” apaixonada e apaixonante pelo carinho um do outro e pela atenção dos presentes.
Antes do fim da noite, os convidados ainda puderam deleitar-se com MPB de boa qualidade, na voz grave do cantor Antonio Vítor.

Foi uma noite saudável tanto para corpo quanto para a alma dos que ali se fizeram presentes. Para o corpo porque durante o recital os convidados degustavam alguns deliciosos caldos; para a alma porque a fusão entre música e poesia é o melhor remédio para acalmar os mais exaltados espíritos, as mais angustiadas almas.
sábado, 3 de abril de 2010
PLANALTINA ENCENA VIA SACRA
(por Emanuelle Coelho, www.tribunadobrasil.com.br)

Nem mesmo a forte chuva que caiu na tarde de ontem, dia 02/04, impediu que os fiéis comparecessem ao Morro da Capelinha para assistires à encenação da Via Sacra.
A chuva não atrapalhou ontem o maior espetáculo teatral ao ar livre do Distrito Federal. A Via Sacra de Planaltina aconteceu mesmo debaixo d’água. A multidão não parava de chegar. Cerca de 50 mil fiéis assistiram a encenação que completa 37 anos. No ano passado, o público chegou a quase 150 mil pessoas. O número reduziu este ano em razão do aguaceiro que caiu sob a cidade. Foram gastos, aproximadamente, R$ 900 mil na festa, composta por seis eventos.
As pessoas se protegiam como podiam. Alguns levaram guarda-chuvas. Outros se abrigaram de baixo de barracas. Mesmo molhado, o auxiliar administrativo João Batista Martins assistia atento a apresentação. “Todos os anos estou aqui e sempre trago guarda-chuva. Este ano, porém, esqueci-me de trazê-lo. Não iria deixar de apreciar o espetáculo somente por causa da chuva”, diz ele.
A vendedora Rosângela Alves de Souza, 36 anos, também não se desanimou. “Vim prevenida, trouxe sombrinha. Não iria deixar de assistir. Acho muito bonito. É uma oportunidade de reviver o que Jesus passou e fazer uma reflexão. Serve para me dar mais força”, destaca. No meio das apresentações, as nuvens se esconderam e a chuva deu trégua ao público.
O Morro da Capelinha se transformou em Jerusalém. No Palácio de Pôncio Pilatos, Cristo é julgado e condenado. Morreu e ressuscitou no terceiro dia. Aos 89 anos, dona Alcilina da Costa veio de Formosa (GO) para assistir, pela terceira vez, a via-crúcis do filho de Deus. “É emocionante e bonito demais. Nem me importei de subir o morro. Minhas pernas até ficaram boas”, declara.
A maior celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo no Distrito Federal começou por volta das 16h e finalizou perto das 21h. Quando o céu escureceu no Morro da Capelinha, os flashes das máquinas fotográficas e dos celulares disparam para registrar um espetáculo de luzes e cores. Fogos de artifício e efeitos especiais engrandecem ainda mais a beleza da encenação. A platéia vai ao delírio. Fiéis gritaram, choraram e se emocionaram diante do sofrimento de Cristo rumo ao calvário. Ao fim do espetáculo, a multidão desceu o Morro da Capelinha.
Para o coordenador do evento, Carlos Alberto Gomes, conduzir esse espetáculo tão grande é muito emocionante. Em 20 anos de grupo e há dois na coordenação, ele diz que o maior objetivo da encenação é de evangelizar através da arte.
Maria de Lourdes Maciel faz, há dois anos, o papel da Maria. “Para mim, significa muita coisa. É um trabalho que evangeliza. Muitas pessoas acompanham e nem sabem porque estão ali”. Para ela, os momentos mais emocionantes são a quarta estação, porque é o primeiro encontro de Maria e Jesus e o momento em que ele desce da cruz e é colocado no colo da mãe.
No papel de Cristo há oito anos, Saulo Humberto Soares de Jesus, diz-se honrado com a responsabilidade de interpretar o filho de Deus. “Fico emocionado e choro de verdade. Olhos para as pessoas e vejo a emoção e a sensibilidade delas. Não é só uma peça teatral. É uma maneira diferente de fazer a leitura da bíblia. Estamos também cumprindo nosso papel de evangelizadores”, confessa Saulo. O funcionário público fala que durante todo o ano a Via Sacra faz parte da sua vida. “Na escola, os alunos me chamam de professor Jesus”, cita ele.
São 8,9 km de trajeto, divididos em 15 estações que retrataram as últimas horas de Jesus na Terra, desde o julgamento até a crucificação. Cerca 1,1 mil atores fizeram parte do elenco e 300 técnicos foram responsáveis por cada detalhe para emocionar o púbico. Os produtores prepararam uma surpresa para os expectadores este ano. Dois telões, um localizado na Praça do Calvário e outro no alto do morro, projetaram toda a encenação e levaram emoção para quem assistia de longe. Cada equipamento tinha 12 x 12 metros.
Órgãos vinculados à Secretária de Segurança Pública, entre outras secretarias do GDF, marcaram presença para garantir segurança ao púbico. No Posto Integrado de Segurança Pública, foram prestados atendimentos. Cerca de 790 policiais militares entre, ROTAM, Polícia Montada, Grupamento de Operações Aéreas e policiais do Batalhão de Trânsito estiveram presentes para evitar tumultos. Para compor o time , 34 viaturas e dois helicópteros – um da PM e outro do Bombeiros – fizeram ronda na área do evento. O Corpo de Bombeiros do DF disponibilizou 100 homens para os serviços de atendimento hospitalar e combate a incêndios. A Secretaria de Saúde montou três postos devidamente identificados para o pronto atendimento do público. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) montou pontos de distribuição de água.
(por Emanuelle Coelho, www.tribunadobrasil.com.br)

Nem mesmo a forte chuva que caiu na tarde de ontem, dia 02/04, impediu que os fiéis comparecessem ao Morro da Capelinha para assistires à encenação da Via Sacra.
A chuva não atrapalhou ontem o maior espetáculo teatral ao ar livre do Distrito Federal. A Via Sacra de Planaltina aconteceu mesmo debaixo d’água. A multidão não parava de chegar. Cerca de 50 mil fiéis assistiram a encenação que completa 37 anos. No ano passado, o público chegou a quase 150 mil pessoas. O número reduziu este ano em razão do aguaceiro que caiu sob a cidade. Foram gastos, aproximadamente, R$ 900 mil na festa, composta por seis eventos.
As pessoas se protegiam como podiam. Alguns levaram guarda-chuvas. Outros se abrigaram de baixo de barracas. Mesmo molhado, o auxiliar administrativo João Batista Martins assistia atento a apresentação. “Todos os anos estou aqui e sempre trago guarda-chuva. Este ano, porém, esqueci-me de trazê-lo. Não iria deixar de apreciar o espetáculo somente por causa da chuva”, diz ele.
A vendedora Rosângela Alves de Souza, 36 anos, também não se desanimou. “Vim prevenida, trouxe sombrinha. Não iria deixar de assistir. Acho muito bonito. É uma oportunidade de reviver o que Jesus passou e fazer uma reflexão. Serve para me dar mais força”, destaca. No meio das apresentações, as nuvens se esconderam e a chuva deu trégua ao público.
O Morro da Capelinha se transformou em Jerusalém. No Palácio de Pôncio Pilatos, Cristo é julgado e condenado. Morreu e ressuscitou no terceiro dia. Aos 89 anos, dona Alcilina da Costa veio de Formosa (GO) para assistir, pela terceira vez, a via-crúcis do filho de Deus. “É emocionante e bonito demais. Nem me importei de subir o morro. Minhas pernas até ficaram boas”, declara.
A maior celebração da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo no Distrito Federal começou por volta das 16h e finalizou perto das 21h. Quando o céu escureceu no Morro da Capelinha, os flashes das máquinas fotográficas e dos celulares disparam para registrar um espetáculo de luzes e cores. Fogos de artifício e efeitos especiais engrandecem ainda mais a beleza da encenação. A platéia vai ao delírio. Fiéis gritaram, choraram e se emocionaram diante do sofrimento de Cristo rumo ao calvário. Ao fim do espetáculo, a multidão desceu o Morro da Capelinha.
Para o coordenador do evento, Carlos Alberto Gomes, conduzir esse espetáculo tão grande é muito emocionante. Em 20 anos de grupo e há dois na coordenação, ele diz que o maior objetivo da encenação é de evangelizar através da arte.
Maria de Lourdes Maciel faz, há dois anos, o papel da Maria. “Para mim, significa muita coisa. É um trabalho que evangeliza. Muitas pessoas acompanham e nem sabem porque estão ali”. Para ela, os momentos mais emocionantes são a quarta estação, porque é o primeiro encontro de Maria e Jesus e o momento em que ele desce da cruz e é colocado no colo da mãe.
No papel de Cristo há oito anos, Saulo Humberto Soares de Jesus, diz-se honrado com a responsabilidade de interpretar o filho de Deus. “Fico emocionado e choro de verdade. Olhos para as pessoas e vejo a emoção e a sensibilidade delas. Não é só uma peça teatral. É uma maneira diferente de fazer a leitura da bíblia. Estamos também cumprindo nosso papel de evangelizadores”, confessa Saulo. O funcionário público fala que durante todo o ano a Via Sacra faz parte da sua vida. “Na escola, os alunos me chamam de professor Jesus”, cita ele.
São 8,9 km de trajeto, divididos em 15 estações que retrataram as últimas horas de Jesus na Terra, desde o julgamento até a crucificação. Cerca 1,1 mil atores fizeram parte do elenco e 300 técnicos foram responsáveis por cada detalhe para emocionar o púbico. Os produtores prepararam uma surpresa para os expectadores este ano. Dois telões, um localizado na Praça do Calvário e outro no alto do morro, projetaram toda a encenação e levaram emoção para quem assistia de longe. Cada equipamento tinha 12 x 12 metros.
Órgãos vinculados à Secretária de Segurança Pública, entre outras secretarias do GDF, marcaram presença para garantir segurança ao púbico. No Posto Integrado de Segurança Pública, foram prestados atendimentos. Cerca de 790 policiais militares entre, ROTAM, Polícia Montada, Grupamento de Operações Aéreas e policiais do Batalhão de Trânsito estiveram presentes para evitar tumultos. Para compor o time , 34 viaturas e dois helicópteros – um da PM e outro do Bombeiros – fizeram ronda na área do evento. O Corpo de Bombeiros do DF disponibilizou 100 homens para os serviços de atendimento hospitalar e combate a incêndios. A Secretaria de Saúde montou três postos devidamente identificados para o pronto atendimento do público. A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) montou pontos de distribuição de água.
quinta-feira, 25 de março de 2010
ENCANTADOS PELA LEITURA
(Correio Braziliense)

Desde a primeira vez em que colocou os pés na escola, Ana dos Reis Pereira de Sousa — na época, com sete anos — decidiu que seria professora. Apaixonou-se pelos livros de literatura e pelas poesias de Cecília Meireles: “Troc... troc... troc... troc... Ligeirinhos, ligeirinhos / Troc... troc... troc... troc... Vão cantando os tamanquinhos...”, já decorava a pequena Ana em uma escola rural no interior de Unaí, Minas Gerais. Quando entoou pela primeira vez a chamada "Canção dos tamanquinhos", o gosto pela leitura criou asas e a menina encantada com as coisas finalmente conseguiu realizar o sonho de ensinar.
O tempo passou e, agora, aos 46 anos, e depois de 25 em sala de aula, Ana quis voar mais alto e há duas semanas abriu uma sala de leitura na Escola Classe 04, na Vila Buritis, em Planaltina. A professora passou a fazer o que fizeram com ela: estimular as crianças a entrar no mundo da imaginação. Nem mesmo uma artrose foi suficiente para desanimar Ana, readaptada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para desenvolver atividades extracurriculares que exijam menos esforço físico. Ao contrário, a jovem senhora de cabelos curtos e vermelhos demonstra irreverência e força de vontade para trabalhar. Foi ela quem montou a sala de leitura, acompanhada pela colega de profissão Jane Marques Bacelar, 41 anos. “E com sinal verde da direção da escola”, fez questão de mencionar.
A sala de leitura, há cinco anos, era um desejo tanto das crianças quanto dos professores. Como não havia espaço para ler, um armário de ferro com rodinhas e cheio de livros era passado de sala em sala. “Era o chamado Bibliocar. Eles escolhiam o livro que queriam e devolviam depois que terminavam de ler”, contou a diretora, Sueleny Teles Pires Ghillioni. As prateleiras onde estão os livros de literatura ficam em uma salinha de poucos metros quadrados, mas ninguém precisa se espremer para ficar à vontade. Algumas carteiras e cadeiras ficam no canto da parede para quem quiser ler sentado, mas dois tapetes ao centro são ainda mais chamativos. Antes de entrar na sala, as crianças tiram os sapatos e logo se espalham pelo chão. Tudo é muito divertido na salinha batizada de Mundo Encantado da Leitura. As mesas são revestidas de papel de bichinhos e as paredes receberam pintura colorida para receber os alunos. Ao fundo, destaca-se o desenho de Peter Pan e Sininho saindo de um livro. Um pouco mais abaixo, vem a mensagem: “Tenha pensamentos felizes”. É como se, ao entrar na sala, as crianças entrassem na própria história contada nos gibis e livros infantis. Pelas paredes, também não podiam faltar as poesias de Cecília Meireles. Aluna do 4ª ano, Sara dos Santos, 9 anos, se entusiasma com toda a decoração: “Acho aqui muito lindo. O tapete é bem macio”. A coleguinha Raviny Kaylen do Carmo, da mesma idade, emenda: “Tem também muitos desenhos e as tias ensinam para a gente um monte de brincadeiras”.
Cerca de 500 alunos de quatro a 10 anos frequentam a sala pelo menos uma vez por semana. Para a Páscoa, as professoras organizaram um concurso para eleger o desenho mais bonito a partir da leitura de um livro. Uma centopeia de brinquedo é a mascote da turma e passeia pelas estantes. Nesse concurso, os pequenos terão de escolher um nome criativo para o bicho. Quem vencer ganhará um ovo de Páscoa. “Uma mãe já veio à escola para conhecer a centopeia e ajudar o filho a escolher um nome para ela”, contou Sueleny.
A inauguração da sala de leitura serve de incentivo até mesmo para aquelas crianças que não têm o hábito de ler. Várias brincadeiras são realizadas durante o tempo em que meninos e meninas usam o espaço. “Tem até guerra de almofadas”, contou a professora Ana dos Reis. Tudo para deixar o ambiente escolar ainda mais prazeroso. Mas ir para a sala de leitura não é sinônimo de bagunça: as crianças têm de obedecer regras, como falar baixo e colocar o livro no mesmo lugar onde o pegaram. Aquele que insistir em desrespeitar as normas é levado para uma cadeirinha amarela, como em Supernanny, onde fica sentado para refletir. Por enquanto, apenas alunos da Escola Classe 04 frequentam a sala de leitura, mas a intenção é abrir o espaço à visitação da comunidade. Para a professora Jane Marques, a iniciativa tem dado certo e pode beneficiar mais crianças. “É uma atividade prazerosa. A gente vê a alegria das crianças em virem para a sala”. Aliás, toda a decoração foi custeada pelas professoras da sala de leitura. Ana dos Reis teve de fazer um empréstimo. “Isso aqui não foi um gasto. Todo diamante, ouro e riqueza do mundo é pouco para esse investimento”, resumiu. Mas o melhor ainda está por vir. “Queria na verdade montar uma biblioteca com computador e todos os recursos, mas um dia eu chego lá”, garantiu a mulher dos sonhos encantados.
A Escola Classe 04 de Planaltina está, inclusive, aceitando doações de livros de literatura atualizados. Quem puder ajudar, pode ligar para 3901-4439.
(Correio Braziliense)

Desde a primeira vez em que colocou os pés na escola, Ana dos Reis Pereira de Sousa — na época, com sete anos — decidiu que seria professora. Apaixonou-se pelos livros de literatura e pelas poesias de Cecília Meireles: “Troc... troc... troc... troc... Ligeirinhos, ligeirinhos / Troc... troc... troc... troc... Vão cantando os tamanquinhos...”, já decorava a pequena Ana em uma escola rural no interior de Unaí, Minas Gerais. Quando entoou pela primeira vez a chamada "Canção dos tamanquinhos", o gosto pela leitura criou asas e a menina encantada com as coisas finalmente conseguiu realizar o sonho de ensinar.
O tempo passou e, agora, aos 46 anos, e depois de 25 em sala de aula, Ana quis voar mais alto e há duas semanas abriu uma sala de leitura na Escola Classe 04, na Vila Buritis, em Planaltina. A professora passou a fazer o que fizeram com ela: estimular as crianças a entrar no mundo da imaginação. Nem mesmo uma artrose foi suficiente para desanimar Ana, readaptada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para desenvolver atividades extracurriculares que exijam menos esforço físico. Ao contrário, a jovem senhora de cabelos curtos e vermelhos demonstra irreverência e força de vontade para trabalhar. Foi ela quem montou a sala de leitura, acompanhada pela colega de profissão Jane Marques Bacelar, 41 anos. “E com sinal verde da direção da escola”, fez questão de mencionar.
A sala de leitura, há cinco anos, era um desejo tanto das crianças quanto dos professores. Como não havia espaço para ler, um armário de ferro com rodinhas e cheio de livros era passado de sala em sala. “Era o chamado Bibliocar. Eles escolhiam o livro que queriam e devolviam depois que terminavam de ler”, contou a diretora, Sueleny Teles Pires Ghillioni. As prateleiras onde estão os livros de literatura ficam em uma salinha de poucos metros quadrados, mas ninguém precisa se espremer para ficar à vontade. Algumas carteiras e cadeiras ficam no canto da parede para quem quiser ler sentado, mas dois tapetes ao centro são ainda mais chamativos. Antes de entrar na sala, as crianças tiram os sapatos e logo se espalham pelo chão. Tudo é muito divertido na salinha batizada de Mundo Encantado da Leitura. As mesas são revestidas de papel de bichinhos e as paredes receberam pintura colorida para receber os alunos. Ao fundo, destaca-se o desenho de Peter Pan e Sininho saindo de um livro. Um pouco mais abaixo, vem a mensagem: “Tenha pensamentos felizes”. É como se, ao entrar na sala, as crianças entrassem na própria história contada nos gibis e livros infantis. Pelas paredes, também não podiam faltar as poesias de Cecília Meireles. Aluna do 4ª ano, Sara dos Santos, 9 anos, se entusiasma com toda a decoração: “Acho aqui muito lindo. O tapete é bem macio”. A coleguinha Raviny Kaylen do Carmo, da mesma idade, emenda: “Tem também muitos desenhos e as tias ensinam para a gente um monte de brincadeiras”.
Cerca de 500 alunos de quatro a 10 anos frequentam a sala pelo menos uma vez por semana. Para a Páscoa, as professoras organizaram um concurso para eleger o desenho mais bonito a partir da leitura de um livro. Uma centopeia de brinquedo é a mascote da turma e passeia pelas estantes. Nesse concurso, os pequenos terão de escolher um nome criativo para o bicho. Quem vencer ganhará um ovo de Páscoa. “Uma mãe já veio à escola para conhecer a centopeia e ajudar o filho a escolher um nome para ela”, contou Sueleny.
A inauguração da sala de leitura serve de incentivo até mesmo para aquelas crianças que não têm o hábito de ler. Várias brincadeiras são realizadas durante o tempo em que meninos e meninas usam o espaço. “Tem até guerra de almofadas”, contou a professora Ana dos Reis. Tudo para deixar o ambiente escolar ainda mais prazeroso. Mas ir para a sala de leitura não é sinônimo de bagunça: as crianças têm de obedecer regras, como falar baixo e colocar o livro no mesmo lugar onde o pegaram. Aquele que insistir em desrespeitar as normas é levado para uma cadeirinha amarela, como em Supernanny, onde fica sentado para refletir. Por enquanto, apenas alunos da Escola Classe 04 frequentam a sala de leitura, mas a intenção é abrir o espaço à visitação da comunidade. Para a professora Jane Marques, a iniciativa tem dado certo e pode beneficiar mais crianças. “É uma atividade prazerosa. A gente vê a alegria das crianças em virem para a sala”. Aliás, toda a decoração foi custeada pelas professoras da sala de leitura. Ana dos Reis teve de fazer um empréstimo. “Isso aqui não foi um gasto. Todo diamante, ouro e riqueza do mundo é pouco para esse investimento”, resumiu. Mas o melhor ainda está por vir. “Queria na verdade montar uma biblioteca com computador e todos os recursos, mas um dia eu chego lá”, garantiu a mulher dos sonhos encantados.
A Escola Classe 04 de Planaltina está, inclusive, aceitando doações de livros de literatura atualizados. Quem puder ajudar, pode ligar para 3901-4439.
Assinar:
Postagens (Atom)








